CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
A conduta mais adequada para um paciente apresentando degeneração pavimentosa da retina é:
Degeneração pavimentosa = Lesão atrófica benigna → Não requer tratamento, apenas observação.
A degeneração pavimentosa é uma alteração periférica comum e benigna que não predispõe ao descolamento de retina, dispensando tratamentos invasivos como laser ou crioterapia.
A identificação das degenerações periféricas da retina é uma competência essencial para o oftalmologista, permitindo diferenciar lesões 'perigosas' (predisponentes ao descolamento) de lesões 'inocentes'. A degeneração pavimentosa é encontrada em cerca de 20% dos olhos de adultos, sendo mais comum com o avançar da idade e em olhos míopes. Histologicamente, observa-se a ausência do epitélio pigmentado da retina e dos fotorreceptores, com a retina interna fundida à membrana de Bruch. Essa fusão cria uma adesão firme, o que explica por que descolamentos de retina regmatogênicos frequentemente 'param' ao atingir uma zona de degeneração pavimentosa. Portanto, o manejo baseia-se na educação do paciente e na rotina de exames preventivos, sem necessidade de intervenções terapêuticas.
A degeneração pavimentosa, também conhecida como degeneração em 'pedras de calçamento' (pavingstone degeneration), é uma forma de atrofia coriorretiniana periférica. Caracteriza-se por áreas amareladas ou esbranquiçadas, bem delimitadas, muitas vezes com bordas pigmentadas, localizadas na periferia extrema da retina (geralmente inferior). Nessas áreas, há perda das camadas externas da retina, do epitélio pigmentado da retina (EPR) e da coriocapilar, permitindo a visualização direta dos vasos maiores da coroide.
Não. Ao contrário de outras degenerações periféricas, como a degeneração em treliça (lattice degeneration) ou os caracóis (snail track), a degeneração pavimentosa não está associada a um risco aumentado de roturas retinianas ou descolamento de retina regmatogênico. Na verdade, a retina sensorial está firmemente aderida à coroide nas áreas de atrofia, o que pode até atuar como uma barreira natural contra a progressão de um descolamento de retina que se inicie em outra região.
O tratamento indicado é o acompanhamento clínico periódico através do exame de mapeamento de retina. Não há indicação para fotocoagulação a laser, crioterapia ou qualquer intervenção cirúrgica, pois a condição é benigna, não progressiva em termos de ameaça à visão central e não predispõe a complicações graves. O reconhecimento correto dessa lesão evita procedimentos desnecessários e iatrogênicos.
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