DMRI: Diagnóstico por Retinografia e Fatores de Risco

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

A retinografia, mais provavelmente, pertence ao seguinte paciente, entre as alternativas apresentadas:

Alternativas

  1. A) Homem, 27 anos, diabético, insuficiência renal.
  2. B) Mulher, branca, 67 anos, tabagista.
  3. C) Homem, negro, 50 anos, hipertenso.
  4. D) Mulher, 43 anos, câncer de mama, em uso de tamoxifeno.

Pérola Clínica

Mulher + Branca + Idosa + Tabagista → Perfil clássico de DMRI (Degeneração Macular).

Resumo-Chave

A DMRI é a principal causa de perda visual central em idosos; o tabagismo e a genética (raça branca) são fatores de risco determinantes.

Contexto Educacional

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma patologia degenerativa da área central da retina (mácula). Com o envelhecimento populacional, sua incidência tem crescido, tornando-se um tema recorrente em provas de residência. O diagnóstico precoce via retinografia e mapeamento de retina, associado ao controle de fatores de risco e suplementação com fórmulas vitamínicas (AREDS2) em casos selecionados, é crucial para preservar a visão funcional do paciente idoso.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados na retinografia de um paciente com DMRI?

Na retinografia colorida de um paciente com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), os achados cardinais são as drusas. Drusas são depósitos amarelados de material extracelular (lipofuscina e proteínas) localizados entre a membrana de Bruch e o epitélio pigmentado da retina (EPR). Além das drusas, podem ser observadas alterações pigmentares (hiperpigmentação ou áreas de atrofia do EPR). Em estágios avançados, pode haver atrofia geográfica (forma seca) ou sinais de neovascularização coroideia, como hemorragias sub-retinianas e exsudação (forma exsudativa).

Por que o perfil 'mulher, branca, idosa e tabagista' é o mais provável para DMRI?

Estudos epidemiológicos demonstram que a prevalência da DMRI aumenta drasticamente após os 60 anos. A raça branca possui um risco significativamente maior em comparação a negros ou hispânicos, possivelmente devido à menor proteção melânica contra o estresse oxidativo. O sexo feminino também apresenta maior incidência em algumas séries. O tabagismo é o fator de risco ambiental mais forte e modificável, aumentando o risco de DMRI em 2 a 4 vezes, pois induz estresse oxidativo e inflamação crônica na retina e coroide.

Qual a diferença entre a forma seca e a forma exsudativa da DMRI?

A DMRI seca (não exsudativa) é a forma mais comum (cerca de 90%) e caracteriza-se por uma progressão lenta com formação de drusas e atrofia progressiva do EPR. A perda visual costuma ser gradual. A DMRI exsudativa (úmida) é menos comum, mas responsável pela maioria dos casos de perda visual grave e rápida. Ela ocorre devido ao crescimento de vasos sanguíneos anormais da coroide (neovascularização coroideia) para o espaço sub-retiniano, que podem vazar fluido ou sangue, causando descolamento do EPR e cicatrizes disciformes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo