CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
Dos abaixo, o principal fator de risco para o aparecimento da doença observada na retinografia é:
Idade avançada = principal fator de risco isolado para o desenvolvimento de DMRI.
A DMRI é uma doença degenerativa complexa onde o envelhecimento é o fator preponderante, embora genética e tabagismo também desempenhem papéis cruciais.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de perda visual central irreversível em indivíduos acima de 60 anos em países desenvolvidos. Sua patogênese envolve o estresse oxidativo crônico e a disfunção do complexo EPR-membrana de Bruch, levando ao acúmulo de lipofuscina e formação de drusas. A classificação clínica divide a doença em formas 'seca' (atrófica), que corresponde a cerca de 90% dos casos, e 'úmida' (exsudativa), responsável pela maioria dos casos de perda visual severa devido à neovascularização coroidal. O acompanhamento com tela de Amsler e exames de imagem como OCT e retinografia é vital para a detecção precoce de conversão para a forma exsudativa, que requer tratamento urgente com anti-VEGF.
Os achados clássicos incluem a presença de drusas (depósitos amarelados sub-retinianos de restos celulares), alterações do epitélio pigmentado da retina (EPR), áreas de atrofia geográfica (na forma seca) ou sinais de exsudação, hemorragias e descolamentos serosos (na forma úmida ou neovascular). A identificação precoce de drusas grandes e moles é fundamental, pois indica maior risco de progressão para formas graves.
O tabagismo é o principal fator de risco modificável, dobrando o risco de progressão da doença. A genética também é determinante, com polimorfismos no fator H do complemento (CFH) fortemente associados. Outros fatores incluem raça branca, histórico familiar, obesidade e possivelmente exposição prolongada à luz ultravioleta e dieta pobre em antioxidantes.
Para pacientes com DMRI intermediária ou avançada em um olho, a suplementação com a fórmula AREDS2 (vitamina C, E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina) demonstrou reduzir o risco de progressão para formas neovasculares. Além disso, a cessação do tabagismo e o controle de fatores cardiovasculares são recomendações padrão na prática clínica.
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