CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Na DMRI, quando comparamos as drusas moles com drusas duras, podemos afirmar:
Drusas moles = maiores, bordas mal definidas, ↑ risco de DMRI exsudativa (neovascularização).
As drusas moles são depósitos sub-retinianos maiores e confluentes que representam um estágio mais avançado de degeneração e possuem forte associação com o desenvolvimento de membranas neovasculares sub-retinianas.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira irreversível em indivíduos acima de 60 anos em países desenvolvidos. A classificação da doença baseia-se na presença e no tipo de drusas, além de alterações pigmentares e presença de neovascularização. As drusas moles são marcadores de risco crítico. Quando elas se tornam numerosas ou coalescentes, o paciente é classificado como tendo DMRI intermediária. O acompanhamento desses pacientes é vital, pois a transição para a DMRI exsudativa pode ser tratada com injeções intravítreas de anti-VEGF, que revolucionaram o prognóstico visual. Entender a morfologia das drusas ajuda o clínico a prever o risco de progressão e a orientar o paciente sobre o uso da tela de Amsler para detecção precoce de metamorfopsia.
Drusas são depósitos amarelados de material extracelular (lipídios, proteínas e debris celulares) que se acumulam entre a membrana de Bruch e o epitélio pigmentar da retina (EPR). Elas são o sinal clínico característico da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Sua formação está ligada ao envelhecimento ocular e à disfunção do EPR em processar os restos metabólicos dos fotorreceptores. A presença de drusas altera a arquitetura da retina externa e pode comprometer a nutrição dos fotorreceptores, levando à atrofia ou estimulando processos inflamatórios e angiogênicos.
As drusas duras são pequenas (< 63 micra), têm bordas bem definidas e são comuns com o envelhecimento, não indicando necessariamente DMRI ou alto risco de perda visual. Já as drusas moles são maiores (> 125 micra), têm bordas mal definidas e tendem a ser coalescentes. Clinicamente, as drusas moles são muito mais preocupantes, pois indicam um estado de sofrimento maior do EPR e da membrana de Bruch, sendo consideradas precursoras da DMRI avançada, tanto na forma atrófica (geográfica) quanto na forma exsudativa (neovascular).
As drusas moles causam uma elevação e descolamento do EPR, criando um espaço e um ambiente pró-inflamatório e hipóxico. Esse estresse tecidual estimula a liberação de fatores de crescimento endotelial vascular (VEGF). O VEGF promove o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir da coroide (neovascularização de coroide) que penetram através da membrana de Bruch. Esses vasos são frágeis e podem vazar fluido ou sangue, levando à forma exsudativa da DMRI, que é responsável pela maioria dos casos de perda visual severa e rápida na doença.
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