DMRI: Diferenças Clínicas entre Drusas Moles e Duras

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

Na DMRl, quando comparamos as drusas moles com drusas duras, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) As drusas duras quase sempre reduzem a acuidade visual.
  2. B) As drusas moles correspondem a áreas de hipofluorescência, por bloqueio na angiofluoresceinografia.
  3. C) As drusas moles estão mais associadas à neovascularização da coroide.
  4. D) As drusas duras usualmente são coalescentes, formando os chamados descolamentos drusenoides do EPR.

Pérola Clínica

Drusas moles = grandes, confluentes e alto risco de neovascularização (DMRI úmida).

Resumo-Chave

Drusas moles representam depósitos sub-EPR maiores e mal delimitados, sendo o principal fator de risco clínico para a progressão para a forma exsudativa da DMRI.

Contexto Educacional

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira irreversível em idosos em países desenvolvidos. A fisiopatologia envolve a formação de drusas, que são depósitos de restos metabólicos (lipofuscina, proteínas) entre o EPR e a membrana de Bruch. A classificação clínica baseia-se no tamanho e tipo dessas drusas. Enquanto as drusas duras são achados frequentes de senescência, as drusas moles sinalizam um estado de disfunção metabólica grave da retina externa. A confluência dessas drusas moles predispõe à forma exsudativa (úmida) da doença, onde ocorre a quebra da barreira hemato-retiniana e o crescimento de vasos anômalos da coroide (neovascularização). O reconhecimento precoce das drusas moles através da fundoscopia e do OCT é essencial para orientar o uso de suplementação vitamínica (fórmula AREDS2) e o monitoramento rigoroso com a tela de Amsler.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre drusas duras e drusas moles?

As drusas duras são pequenas (< 63 micra), bem delimitadas e amareladas; são comuns com o envelhecimento e têm baixo risco de progressão para perda visual. As drusas moles são maiores (> 125 micra), têm bordas mal definidas e tendem a ser confluentes. A presença de drusas moles grandes é um marcador de DMRI intermediária e indica um risco significativamente maior de desenvolvimento de atrofia geográfica ou neovascularização de coroide.

Como as drusas aparecem na angiofluoresceínografia?

Na angiofluoresceínografia, as drusas duras geralmente apresentam hiperfluorescência precoce por efeito 'janela' (atrofia sobrejacente do EPR) que desaparece nas fases tardias. As drusas moles também costumam hiperfluorescer, mas de forma mais lenta e persistente ('staining' ou impregnação). Elas não bloqueiam a fluorescência (hipofluorescência), a menos que haja pigmento ou sangue associado.

O que é o descolamento drusenoide do EPR?

O descolamento drusenoide do epitélio pigmentado da retina (EPR) ocorre quando drusas moles tornam-se extremamente numerosas e confluentes, elevando o EPR. É uma forma avançada de DMRI não exsudativa. Embora possa causar alguma distorção visual (metamorfopsia), o risco principal é a evolução para atrofia geográfica ou a ruptura do EPR com desenvolvimento de neovascularização sub-retiniana.

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