CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Sobre a degeneração macular relacionada à idade forma exsudativa, é correto afirmar:
DMRI Tipo 1 = Sub-EPR; Tipo 2 = Sub-retiniana; Tipo 3 = Intra-retiniana (RAP).
A classificação da DMRI exsudativa baseia-se na localização anatômica dos neovasos em relação ao epitélio pigmentado da retina (EPR) e à retina neurossensorial.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na sua forma exsudativa é a principal causa de perda visual severa e irreversível em idosos nos países desenvolvidos. A fisiopatologia envolve a quebra da barreira hemato-retiniana externa e o crescimento de vasos anormais. O conhecimento preciso da localização desses vasos (sub-EPR, sub-retiniano ou intra-retiniano) é fundamental para a interpretação de exames de imagem como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e para o planejamento terapêutico com injeções intravítreas de anti-VEGF. A questão aborda a anatomia patológica básica que define os tipos 1, 2 e 3 de neovascularização, sendo um conceito essencial para qualquer residente de oftalmologia.
Na neovascularização do tipo 1, também conhecida como oculta na angiografia fluoresceínica, os neovasos originam-se da coriocapilar e proliferam no espaço sub-EPR, ou seja, entre a membrana de Bruch e o epitélio pigmentado da retina. Esta é a forma mais comum de neovascularização na DMRI e frequentemente está associada a descolamentos do epitélio pigmentado (DEP) fibrovasculares. O diagnóstico padrão-ouro atual envolve o uso de OCT e Angio-OCT para visualizar o fluxo abaixo do EPR.
A neovascularização tipo 2 (clássica) ocorre quando os vasos atravessam o EPR e se proliferam no espaço sub-retiniano (entre o EPR e os fotorreceptores). Já a tipo 3, ou Proliferação Angiomatosa Retiniana (RAP), tem origem na própria circulação retiniana (plexo profundo) e cresce em direção à coroide, podendo eventualmente formar anastomoses coriorretinianas. A distinção é crucial para o prognóstico e entendimento da progressão da doença.
A coriorretinopatia polipoidal coroidal (CPC) é considerada por muitos autores como uma variante da neovascularização do tipo 1. Ela se caracteriza por dilatações aneurismáticas (pólipos) na rede vascular sub-EPR. É mais comum em pacientes de ascendência asiática ou africana e frequentemente se apresenta com hemorragias sub-retinianas volumosas ou descolamentos serossanguíneos do EPR, exigindo muitas vezes terapia combinada de anti-VEGF e laser PDT.
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