CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023
O diagnóstico mais provável para a imagem, entre os abaixo, é:
Drusas + alterações pigmentares + perda visual central progressiva → DMRE.
A DMRE é a principal causa de cegueira central irreversível em idosos, dividindo-se em formas seca (drusas e atrofia) e exsudativa (neovascularização).
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRE) é uma patologia degenerativa que afeta a área central da retina (mácula). Fisiopatologicamente, ocorre um acúmulo de resíduos metabólicos (lipofuscina) entre o epitélio pigmentado da retina e a membrana de Bruch, formando as drusas. Com o tempo, isso leva à disfunção celular e morte dos fotorreceptores. Na prática clínica, o rastreio é fundamental em pacientes idosos com queixas de distorção visual. O uso da tela de Amsler é uma ferramenta simples de monitoramento domiciliar. O avanço da tomografia de coerência óptica (OCT) revolucionou o manejo, permitindo detectar fluido sub-retiniano precocemente e guiar a periodicidade das injeções de anti-VEGF.
O principal fator de risco é a idade avançada, geralmente acima de 60 anos. Além disso, o tabagismo é o fator de risco modificável mais importante, aumentando significativamente a chance de progressão para formas graves. Histórico familiar positivo, exposição solar crônica, dieta pobre em antioxidantes e obesidade também contribuem para a patogênese da doença. O controle desses fatores é essencial na prevenção primária e secundária.
A DMRE seca (não exsudativa) é a forma mais comum, caracterizada pelo acúmulo de drusas e atrofia do epitélio pigmentado da retina (EPR), com perda visual lenta. Já a DMRE exsudativa (úmida) envolve o crescimento de membranas neovasculares sub-retinianas que causam vazamento de fluido ou sangue, levando a uma perda visual súbita e metamorfopsia. O diagnóstico diferencial é feito via OCT e angiofluoresceínografia.
O tratamento padrão-ouro para a forma exsudativa é a terapia intravítrea com inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (Anti-VEGF), como ranibizumabe, aflibercepte ou bevacizumabe. Essas drogas estabilizam ou regridem a neovascularização. Para a forma seca, não há tratamento curativo, mas o uso de suplementação vitamínica (fórmula AREDS2) pode reduzir o risco de progressão em casos selecionados.
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