CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Num paciente com degeneração macular relacionada à idade, forma seca, a baixa da visão:
DMRI seca inicial → Drusas duras → Perda da sensibilidade ao contraste.
Na DMRI seca inicial, a acuidade visual central pode estar preservada, mas o paciente apresenta perda qualitativa da visão, como redução da sensibilidade ao contraste.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira irreversível em idosos em países desenvolvidos. A forma seca (não exsudativa) corresponde a cerca de 90% dos casos. A fisiopatologia envolve o acúmulo de depósitos extracelulares (drusas) entre o EPR e a membrana de Bruch. O manejo foca na suplementação vitamínica (estudos AREDS/AREDS2) para pacientes com risco de progressão e no monitoramento rigoroso para detecção precoce de conversão para a forma exsudativa.
Nos estágios iniciais, marcados por drusas duras, a acuidade visual medida pela tabela de Snellen pode ser normal. No entanto, o paciente frequentemente queixa-se de perda de sensibilidade ao contraste, dificuldade de leitura em ambientes com pouca luz e demora na adaptação ao escuro (estresse luminoso).
Drusas duras são pequenas e bem definidas, geralmente associadas a um menor risco de progressão imediata. Drusas moles são maiores, confluentes e mal delimitadas, representando um risco significativamente maior para o desenvolvimento de atrofia geográfica ou DMRI exsudativa (úmida).
A atrofia geográfica é o estágio avançado da DMRI seca. Caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível do epitélio pigmentado da retina (EPR) e dos fotorreceptores. Quando essa atrofia envolve a fóvea, ocorre uma perda severa e definitiva da visão central.
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