CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
A degeneração macular relacionada à idade:
DMRI → principal causa de cegueira irreversível em idosos; prevalência ↑ com envelhecimento populacional.
A DMRI é uma patologia degenerativa da área central da retina. Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, a incidência da doença tende a crescer significativamente.
A DMRI é uma condição multifatorial onde genética e ambiente (como tabagismo e dieta) interagem. A fisiopatologia envolve o acúmulo de depósitos extracelulares (drusas) e disfunção do epitélio pigmentado da retina. No cenário brasileiro, a conscientização sobre o diagnóstico precoce é vital, pois a forma exsudativa pode levar à perda visual central em semanas se não houver intervenção com terapia anti-VEGF.
A DMRI é uma doença degenerativa e progressiva que afeta a mácula, a região central da retina responsável pela visão de detalhes. É a principal causa de perda visual severa e irreversível em indivíduos acima de 60 anos em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Clinicamente, divide-se em forma seca (atrófica), mais comum e de progressão lenta, e forma úmida (exsudativa), caracterizada por neovascularização sub-retiniana e perda visual rápida se não tratada.
O principal fator de risco para a DMRI é a idade avançada. O Brasil atravessa um processo acelerado de transição demográfica, com um aumento expressivo da população idosa. Como a prevalência da doença aumenta exponencialmente com cada década de vida após os 50 anos, o sistema de saúde brasileiro enfrentará um volume muito maior de pacientes com necessidade de diagnóstico e tratamento especializado para evitar a cegueira.
Os medicamentos antiangiogênicos (Anti-VEGF) revolucionaram o tratamento da DMRI exsudativa. Eles atuam inibindo o fator de crescimento endotelial vascular, reduzindo o extravasamento de fluido e a proliferação de novos vasos anormais sob a retina. Embora não 'curem' a doença nem eliminem a forma seca, eles são eficazes em estabilizar ou até melhorar a visão em muitos pacientes, mas exigem aplicações intravítreas repetidas e acompanhamento rigoroso.
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