CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Considere o exame abaixo de um paciente em seguimento de DMRI (A: imagem near infrared; B: tomografia de coerência óptica correspondente ao scan verde da imagem A. Qual o prognóstico visual e a melhor conduta nesse momento?
Atrofia geográfica (DMRI seca) no OCT → Baixo prognóstico visual e SEM indicação de anti-VEGF.
A atrofia do epitélio pigmentado e fotorreceptores caracteriza a fase terminal da DMRI seca, onde terapias antiangiogênicas não têm benefício.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de perda visual central em idosos. A forma seca (não exsudativa) pode evoluir para a atrofia geográfica, um estágio onde a arquitetura retiniana é destruída. O diagnóstico diferencial com a forma úmida é crucial, pois apenas esta última responde ao tratamento com injeções intravítreas de anti-VEGF, que visam estabilizar a visão ao reduzir o edema e a neovascularização.
Caracteriza-se pela perda crônica e progressiva das células do epitélio pigmentado da retina (EPR), dos fotorreceptores e da coriocapilar subjacente. No OCT, manifesta-se como áreas de afinamento retiniano extremo e hipertransmissão de sinal para a coroide.
O anti-VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) atua bloqueando a formação de novos vasos sanguíneos anormais e o extravasamento de fluido. Na atrofia geográfica, o problema é a morte celular (atrofia) e não a neovascularização, logo, o fármaco não possui alvo terapêutico.
O prognóstico é geralmente baixo quando a atrofia envolve a fóvea, resultando em escotoma central definitivo. O manejo foca em auxílios para baixa visão e monitoramento para evitar a conversão para a forma exsudativa.
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