Angiofluoresceinografia na DMRI Seca: Padrões e Achados

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Na angiofluoresceinografia de um paciente com DMRI, o achado mais característico da forma seca da doença é:

Alternativas

  1. A) Áreas puntiformes de hiperfluorescência por impregnação do contraste nas drusas, hiperfluorescência por defeito "em janela" nas áreas de rarefação do epitélio pigmentar e hipofluorescência por bloqueio nas áreas de proliferação do epitélio pigmentar.
  2. B) Áreas puntiformes de hiperfluorescência por impregnação do contraste nas drusas, hiperfluorescência por vazamento de contraste na área central da lesão e hipofluorescência por bloqueio nas áreas de proliferação do epitélio pigmentar.
  3. C) Áreas puntiformes de hiperfluorescência por impregnação nas drusas, hiperfluorescência por defeito "em janela" nas áreas de rarefação do epitélio pigmentar e hipofluorescência por não perfusão da região central.
  4. D) Áreas de hiperfluorescência por vazamento de contraste na periferia da lesão, hiperfluorescência por impregnação do contraste nas áreas de rarefação do epitélio pigmentar e hipofluorescência por bloqueio gerado por hemorragias.

Pérola Clínica

DMRI Seca na Angio → Drusas (impregnação), Atrofia EPR (janela), Proliferação EPR (bloqueio).

Resumo-Chave

A angiofluoresceinografia na DMRI seca revela alterações estruturais do EPR e depósitos sub-retinianos, sem os sinais de vazamento (leakage) característicos da forma exsudativa.

Contexto Educacional

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na sua forma seca ou não exsudativa é a apresentação mais comum da doença. Ela se caracteriza pelo acúmulo de drusas (depósitos de restos celulares) e alterações progressivas no EPR. A angiofluoresceinografia é uma ferramenta diagnóstica vital para diferenciar a forma seca da úmida. Enquanto a forma seca apresenta padrões de fluorescência estáticos (janela e impregnação), a forma úmida é definida pela presença de Membrana Neovascular Sub-retiniana (MNVSR), que causa extravasamento de contraste. O acompanhamento rigoroso com exames de imagem, incluindo OCT e angiofluoresceína, é crucial para detectar precocemente a conversão para a forma exsudativa, que requer tratamento com anti-VEGF.

Perguntas Frequentes

O que causa o defeito 'em janela' na DMRI seca?

O defeito em janela ocorre devido à rarefação ou atrofia do Epitélio Pigmentar da Retina (EPR). Como o EPR normalmente contém pigmento (melanina) que bloqueia a fluorescência da coróide, sua ausência permite que a fluorescência dos vasos coroidais apareça precocemente e com maior intensidade durante o exame, sem aumentar de tamanho nas fases tardias.

Como diferenciar impregnação de vazamento na angiofluoresceinografia?

A impregnação (staining) ocorre quando o contraste se deposita em tecidos ou depósitos (como drusas), mantendo o brilho mas sem alterar o tamanho ou a nitidez das bordas da lesão nas fases tardias. O vazamento (leakage) é característico da DMRI úmida e se manifesta como uma hiperfluorescência que aumenta em tamanho e intensidade, tornando as bordas borradas com o passar do tempo.

Qual o papel do bloqueio da fluorescência na DMRI?

A hipofluorescência por bloqueio ocorre quando há acúmulo de material que impede a visualização da fluorescência subjacente. Na DMRI seca, isso é comum em áreas de hiperplasia ou proliferação do EPR, onde o excesso de pigmento bloqueia a luz proveniente da coróide.

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