CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Na angiofluoresceinografia de um paciente com DMRI, o achado mais característico da forma seca da doença é:
DMRI Seca na Angio → Drusas (impregnação), Atrofia EPR (janela), Proliferação EPR (bloqueio).
A angiofluoresceinografia na DMRI seca revela alterações estruturais do EPR e depósitos sub-retinianos, sem os sinais de vazamento (leakage) característicos da forma exsudativa.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na sua forma seca ou não exsudativa é a apresentação mais comum da doença. Ela se caracteriza pelo acúmulo de drusas (depósitos de restos celulares) e alterações progressivas no EPR. A angiofluoresceinografia é uma ferramenta diagnóstica vital para diferenciar a forma seca da úmida. Enquanto a forma seca apresenta padrões de fluorescência estáticos (janela e impregnação), a forma úmida é definida pela presença de Membrana Neovascular Sub-retiniana (MNVSR), que causa extravasamento de contraste. O acompanhamento rigoroso com exames de imagem, incluindo OCT e angiofluoresceína, é crucial para detectar precocemente a conversão para a forma exsudativa, que requer tratamento com anti-VEGF.
O defeito em janela ocorre devido à rarefação ou atrofia do Epitélio Pigmentar da Retina (EPR). Como o EPR normalmente contém pigmento (melanina) que bloqueia a fluorescência da coróide, sua ausência permite que a fluorescência dos vasos coroidais apareça precocemente e com maior intensidade durante o exame, sem aumentar de tamanho nas fases tardias.
A impregnação (staining) ocorre quando o contraste se deposita em tecidos ou depósitos (como drusas), mantendo o brilho mas sem alterar o tamanho ou a nitidez das bordas da lesão nas fases tardias. O vazamento (leakage) é característico da DMRI úmida e se manifesta como uma hiperfluorescência que aumenta em tamanho e intensidade, tornando as bordas borradas com o passar do tempo.
A hipofluorescência por bloqueio ocorre quando há acúmulo de material que impede a visualização da fluorescência subjacente. Na DMRI seca, isso é comum em áreas de hiperplasia ou proliferação do EPR, onde o excesso de pigmento bloqueia a luz proveniente da coróide.
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