Critérios AREDS para Suplementação na DMRI

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

Quando consideramos o tratamento de um paciente com degeneração macular relacionada à idade, a melhor conduta baseada nos achados dos estudos AREDS é :

Alternativas

  1. A) A suplementação de vitaminas e antioxidantes está indicada em pacientes com histórico familiar, mesmo antes de aparecerem alterações retinianas.
  2. B) A presença de drusas intermediárias e grandes é indicação de suplementação de vitaminas e antioxidantes.
  3. C) A suplementação em pacientes fumantes deve incluir betacaroteno.
  4. D) Quando há lesão avançada em um dos olhos, não se recomenda a suplementação de vitaminas e antioxidantes.

Pérola Clínica

Drusas intermediárias/grandes ou DMRI avançada unilateral → Suplementação AREDS.

Resumo-Chave

O estudo AREDS demonstrou que a suplementação com antioxidantes e zinco reduz o risco de progressão para formas avançadas de DMRI em pacientes com drusas significativas ou perda visual em um dos olhos.

Contexto Educacional

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira irreversível em países desenvolvidos. O manejo da forma 'seca' ou não exsudativa baseia-se fortemente nas evidências dos estudos AREDS. A identificação de drusas intermediárias (63-124 micra) e grandes (>125 micra) é o marcador clínico crucial para iniciar a intervenção nutricional. É fundamental que o médico oftalmologista saiba distinguir quais pacientes realmente possuem indicação, evitando o custo desnecessário e potenciais efeitos colaterais da suplementação em pacientes de baixo risco. Além disso, a transição para a fórmula AREDS2 (sem betacaroteno) tornou-se o padrão-ouro na prática clínica devido ao perfil de segurança oncológica superior.

Perguntas Frequentes

Quais pacientes se beneficiam da suplementação AREDS?

De acordo com os estudos Age-Related Eye Disease Study (AREDS), o benefício da suplementação vitamínica e mineral está restrito a pacientes com categorias específicas de DMRI: Categoria 3 (presença de pelo menos uma drusa grande, múltiplas drusas intermediárias ou atrofia geográfica não central) e Categoria 4 (DMRI avançada neovascular ou atrofia geográfica central em apenas um dos olhos). Pacientes sem DMRI ou com apenas drusas pequenas (Categoria 1 ou 2) não demonstraram redução significativa no risco de progressão com o uso da fórmula.

Qual a diferença entre a fórmula AREDS e AREDS2?

A fórmula original do AREDS continha vitamina C, vitamina E, betacaroteno, zinco e cobre. O estudo AREDS2 foi desenhado para avaliar a adição de ácidos graxos ômega-3 e dos carotenoides luteína e zeaxantina, além da remoção do betacaroteno. Os resultados mostraram que a luteína e zeaxantina são substitutos eficazes e mais seguros que o betacaroteno, especialmente em fumantes ou ex-fumantes, nos quais o betacaroteno aumenta o risco de câncer de pulmão. O ômega-3 não demonstrou benefício adicional na prevenção da progressão da DMRI.

A suplementação previne o aparecimento da DMRI em quem tem histórico familiar?

Não há evidências científicas que sustentem o uso da formulação AREDS para a prevenção primária da DMRI. O estudo focou na prevenção da progressão de estágios intermediários para estágios avançados da doença. Para indivíduos com histórico familiar mas sem sinais clínicos de drusas intermediárias ou grandes ao exame de fundo de olho, a recomendação principal deve ser a modificação de hábitos de vida, como cessação do tabagismo, dieta rica em vegetais de folhas verdes e proteção contra radiação ultravioleta.

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