CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Em relação à degeneração macular relacionada à idade (DMRI), assinale a alternativa correta:
Drusas moles + alterações pigmentares = Marcadores da fase precoce/intermediária da DMRI.
A DMRI precoce é definida pela presença de drusas médias ou grandes (moles) e alterações no epitélio pigmentado da retina (EPR), antes da progressão para atrofia geográfica ou neovascularização.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira irreversível em idosos em países desenvolvidos. A fisiopatologia envolve estresse oxidativo, inflamação crônica e disfunção do complexo EPR-membrana de Bruch-coriocapilar. O diagnóstico precoce baseia-se no exame de fundo de olho e na tomografia de coerência óptica (OCT). Enquanto a forma exsudativa é tratada com injeções intravítreas de anti-VEGF, a forma seca exige monitoramento rigoroso e controle de fatores de risco, como o tabagismo, além de suporte nutricional para retardar a perda visual central.
As drusas são depósitos extracelulares amarelados localizados entre o epitélio pigmentado da retina (EPR) e a membrana de Bruch. As drusas duras são pequenas (<63 µm), bem definidas e comuns com o envelhecimento, não sendo necessariamente indicativas de DMRI. Já as drusas moles são maiores (>125 µm), têm bordas mal definidas e tendem a coalescer. A presença de drusas moles é um fator de risco significativo para a progressão para as formas avançadas da doença (seca/atrófica ou exsudativa/neovascular).
A fase precoce da DMRI é caracterizada clinicamente pela presença de drusas de tamanho médio (entre 63 e 125 µm) e/ou alterações pigmentares no EPR (hiperpigmentação ou hipopigmentação) em indivíduos com mais de 50 anos. A fase intermediária envolve drusas grandes (>125 µm) ou drusas moles extensas. Identificar essas fases é crucial para iniciar a suplementação vitamínica (fórmula AREDS2) em pacientes selecionados para reduzir o risco de progressão.
Historicamente, a terapia fotodinâmica com verteporfina foi o tratamento de escolha para membranas neovasculares coroidais predominantemente clássicas. No entanto, com o advento dos agentes anti-VEGF (como ranibizumabe e aflibercepte), a PDT tornou-se uma terapia de segunda linha ou adjuvante, sendo utilizada principalmente em casos específicos como a Vasculopatia Polipoidal da Coroide ou em membranas resistentes à monoterapia com anti-VEGF.
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