CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Estudos demonstraram que o dano de determinados comprimentos de luz dos raios solares às células da retina é um fator de risco para degeneração macular relacionada à idade. Neste contexto, a lente intraocular abaixo foi desenvolvida com objetivo de proteger para qual parte do espectro da luz?
LIOs amarelas → Filtram luz azul para reduzir estresse oxidativo na retina.
Lentes intraoculares com filtro de luz azul foram desenvolvidas para mimetizar o cristalino humano envelhecido, protegendo a retina contra danos fotoquímicos associados à DMRI.
A relação entre exposição solar e DMRI levou ao desenvolvimento de LIOs que filtram a luz azul. Embora o benefício clínico exato na prevenção da progressão da DMRI ainda seja debatido, a lógica fisiopatológica baseia-se na redução do dano fotoquímico. Essas lentes são frequentemente recomendadas para pacientes com fatores de risco para doenças maculares ou após a remoção de cataratas densas que anteriormente atuavam como filtros naturais.
A luz azul (comprimento de onda curto, alta energia) pode induzir a formação de espécies reativas de oxigênio no epitélio pigmentado da retina (EPR). Esse estresse oxidativo crônico contribui para a patogênese da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
LIOs incolores filtram apenas a luz ultravioleta (UV). As LIOs amarelas possuem cromóforos adicionais que filtram parte do espectro azul, simulando a cor natural do cristalino de um adulto, visando oferecer uma camada extra de proteção fototóxica à mácula.
Teoricamente, a filtragem da luz azul poderia afetar a sensibilidade escotópica (visão noturna), já que os bastonetes são mais sensíveis a esses comprimentos de onda. No entanto, estudos clínicos mostram que a maioria dos pacientes não apresenta prejuízo funcional significativo na vida diária.
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