LIOs com Filtro de Luz Azul e Proteção Retiniana na DMRI

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

Estudos demonstraram que o dano de determinados comprimentos de luz dos raios solares às células da retina é um fator de risco para degeneração macular relacionada à idade. Neste contexto, a lente intraocular abaixo foi desenvolvida com objetivo de proteger para qual parte do espectro da luz?

Alternativas

  1. A) Amarela.
  2. B) Vermelha.
  3. C) Azul.
  4. D) Verde.

Pérola Clínica

LIOs amarelas → Filtram luz azul para reduzir estresse oxidativo na retina.

Resumo-Chave

Lentes intraoculares com filtro de luz azul foram desenvolvidas para mimetizar o cristalino humano envelhecido, protegendo a retina contra danos fotoquímicos associados à DMRI.

Contexto Educacional

A relação entre exposição solar e DMRI levou ao desenvolvimento de LIOs que filtram a luz azul. Embora o benefício clínico exato na prevenção da progressão da DMRI ainda seja debatido, a lógica fisiopatológica baseia-se na redução do dano fotoquímico. Essas lentes são frequentemente recomendadas para pacientes com fatores de risco para doenças maculares ou após a remoção de cataratas densas que anteriormente atuavam como filtros naturais.

Perguntas Frequentes

Por que a luz azul é prejudicial à retina?

A luz azul (comprimento de onda curto, alta energia) pode induzir a formação de espécies reativas de oxigênio no epitélio pigmentado da retina (EPR). Esse estresse oxidativo crônico contribui para a patogênese da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Qual a diferença entre LIOs incolores e amarelas?

LIOs incolores filtram apenas a luz ultravioleta (UV). As LIOs amarelas possuem cromóforos adicionais que filtram parte do espectro azul, simulando a cor natural do cristalino de um adulto, visando oferecer uma camada extra de proteção fototóxica à mácula.

O uso de LIO amarela afeta a visão noturna?

Teoricamente, a filtragem da luz azul poderia afetar a sensibilidade escotópica (visão noturna), já que os bastonetes são mais sensíveis a esses comprimentos de onda. No entanto, estudos clínicos mostram que a maioria dos pacientes não apresenta prejuízo funcional significativo na vida diária.

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