SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
A degeneração combinada subaguda de medula espinal é quadro de mielopatia metabólica associada à deficiência de vitamina
Degeneração combinada subaguda da medula espinal = mielopatia por deficiência de Vitamina B12 (Cobalamina).
A degeneração combinada subaguda da medula espinal é uma mielopatia metabólica clássica causada pela deficiência de vitamina B12 (cobalamina). Afeta primariamente os tratos posteriores (sensibilidade vibratória e propriocepção) e os tratos corticoespinhais laterais (fraqueza e espasticidade).
A deficiência de vitamina B12 (cobalamina) é uma condição que pode levar a uma série de manifestações hematológicas e neurológicas. A degeneração combinada subaguda da medula espinal é uma das complicações neurológicas mais graves e classicamente associadas a essa deficiência. Ela afeta os tratos posteriores (colunas dorsais), responsáveis pela propriocepção e sensibilidade vibratória, e os tratos corticoespinhais laterais, que controlam a função motora. Os pacientes podem apresentar parestesias, fraqueza, ataxia, perda de reflexos profundos e, em casos avançados, espasticidade e sinais de Babinski. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica de vitamina B12, e pode ser complementado com dosagem de ácido metilmalônico e homocisteína, que se elevam na deficiência. O tratamento é a reposição de vitamina B12, que deve ser iniciada prontamente para prevenir a progressão dos danos neurológicos e, idealmente, promover a recuperação. É fundamental que o residente esteja atento a essa condição, pois o diagnóstico tardio pode resultar em sequelas neurológicas permanentes.
Os sintomas neurológicos incluem parestesias, dormência, fraqueza, ataxia, perda da sensibilidade vibratória e proprioceptiva, e alterações cognitivas. A degeneração combinada subaguda é uma manifestação grave que afeta a medula espinal.
A vitamina B12 é essencial para a síntese de mielina. Sua deficiência leva à desmielinização e degeneração dos tratos nervosos na medula espinal, principalmente os posteriores e laterais, resultando nos sintomas neurológicos característicos.
O tratamento consiste na reposição de vitamina B12, geralmente por via intramuscular inicialmente, seguida de manutenção oral ou intramuscular. A recuperação dos sintomas neurológicos é variável e depende da duração e gravidade da deficiência.
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