UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Mulher, 60 anos, em acompanhamento há 15 anos de artrite reumatoide, apresentando deformidades em mãos, retorna ao ambulatório com raio X de mãos e punhos com as seguintes alterações radiológicas: hiperextensão das articulações interfalangeanas proximais e flexão das articulações interfalangeanas distais. Esses achados correspondem à deformidade em
Artrite reumatoide: hiperextensão IFP + flexão IFD = deformidade em pescoço de cisne.
A deformidade em pescoço de cisne é uma alteração clássica da artrite reumatoide, caracterizada por hiperextensão da articulação interfalangeana proximal (IFP) e flexão compensatória da articulação interfalangeana distal (IFD). Ela resulta de um desequilíbrio nas estruturas tendíneas e ligamentares da mão, levando a uma limitação funcional significativa.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações sinoviais, levando a dor, inchaço, rigidez e, eventualmente, deformidades articulares progressivas. As mãos e os punhos são frequentemente as primeiras e mais afetadas regiões, e as deformidades que se desenvolvem são características da doença avançada, refletindo a destruição articular e a disfunção tendínea. A identificação dessas deformidades é crucial para o diagnóstico e acompanhamento da progressão da doença. A deformidade em pescoço de cisne é uma das alterações clássicas observadas na AR. Ela é caracterizada por uma hiperextensão da articulação interfalangeana proximal (IFP) e uma flexão compensatória da articulação interfalangeana distal (IFD). Essa configuração é resultado de um desequilíbrio nas estruturas tendíneas e ligamentares, onde a inflamação crônica leva ao alongamento da banda central do tendão extensor e encurtamento dos ligamentos colaterais da IFP, enquanto os tendões flexores da IFD podem estar intactos ou hiperativos. Para residentes, é fundamental reconhecer e diferenciar as diversas deformidades da mão na AR, como o pescoço de cisne e a deformidade em botoeira (que é o oposto: flexão da IFP e hiperextensão da IFD). Essas deformidades não apenas indicam a cronicidade e a gravidade da doença, mas também impactam significativamente a função da mão e a qualidade de vida do paciente. O manejo inclui o controle da inflamação com medicamentos modificadores da doença (DMARDs), fisioterapia e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas para restaurar a função.
A deformidade em pescoço de cisne é caracterizada pela hiperextensão da articulação interfalangeana proximal (IFP) e flexão compensatória da articulação interfalangeana distal (IFD), conferindo ao dedo uma aparência semelhante ao pescoço de um cisne.
Essa deformidade resulta de um desequilíbrio nas estruturas tendíneas e ligamentares da mão, frequentemente devido à inflamação crônica da artrite reumatoide que leva ao alongamento da banda central do tendão extensor e encurtamento dos ligamentos colaterais da IFP.
A deformidade em pescoço de cisne apresenta hiperextensão da IFP e flexão da IFD. Já a deformidade em botoeira (ou Boutonnière) é o oposto: flexão da IFP e hiperextensão da IFD, causada pela ruptura da banda central do tendão extensor.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo