IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
A convulsão febril é a causa mais comum de convulsão na infância. Em relação às convulsões na infância, assinale a alternativa INCORRETA:
Status epilepticus = crise convulsiva > 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência. (Não 30 min para intervenção).
A definição moderna de status epilepticus para fins de intervenção clínica é uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou a ocorrência de crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. A duração de 30 minutos era uma definição mais antiga, associada ao risco de dano neuronal, mas a intervenção deve ser iniciada muito antes para evitar complicações.
As convulsões na infância são um motivo comum de atendimento em emergências pediátricas, sendo a convulsão febril a causa mais frequente. É fundamental que médicos residentes e estudantes compreendam as diferentes etiologias, o diagnóstico diferencial e o manejo adequado das crises convulsivas em crianças para garantir um tratamento eficaz e prevenir sequelas neurológicas. Um ponto crítico é a definição e o manejo do status epilepticus. Embora historicamente o limite de 30 minutos fosse utilizado, as diretrizes atuais recomendam intervenção farmacológica se a crise durar mais de 5 minutos, visando interromper a atividade convulsiva antes que ocorram danos cerebrais irreversíveis. O eletroencefalograma (EEG) desempenha um papel vital no diagnóstico de epilepsia e na diferenciação de outros eventos paroxísticos não epilépticos, auxiliando na escolha da terapia anticonvulsivante. É importante ressaltar que o exame do líquor não é uma rotina em todas as convulsões. Sua indicação é restrita a casos com suspeita de infecção do sistema nervoso central, como meningite ou encefalite, ou em situações específicas onde a etiologia não é clara. A escolha da droga anticonvulsivante é individualizada, considerando o tipo de crise, síndrome epiléptica, idade do paciente e perfil de efeitos colaterais.
Atualmente, o status epilepticus é definido como uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou a ocorrência de duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas. Essa definição é crucial para o início rápido do tratamento e prevenção de lesões cerebrais.
O exame do líquor não é indicado em todo quadro de convulsão. Ele é reservado para casos com suspeita de infecção do sistema nervoso central (meningite, encefalite), como febre alta persistente, sinais meníngeos, alteração do nível de consciência ou em lactentes jovens com convulsão febril atípica.
O EEG é uma ferramenta diagnóstica fundamental na epilepsia, pois pode identificar padrões de atividade elétrica cerebral anormais (descargas epileptiformes) que sugerem um foco epiléptico ou uma síndrome epiléptica específica. Ele auxilia na classificação da epilepsia e na escolha do tratamento anticonvulsivante mais adequado.
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