Pré-Eclâmpsia: Fatores de Risco, Diagnóstico e Síndrome HELLP

CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015

Enunciado

Em relação à Pré-Eclâmpsia, podemos afirmar: 

Alternativas

  1. A) Geralmente ocorre após 32 semanas de gestação. 
  2. B) Fatores de risco são pré-eclâmpsia prévia, HAS crônica, gestação de múltiplos fetos e DM.
  3. C) Demais critérios diagnósticos (não presentes em todos os casos) são ganho ponderal rápido ("menor que" 2Kg por semana), edema generalizado e proteinúria. 
  4. D) Síndrome HELLP caracteriza-se por hemólise, provas de função hepática elevadas e plaquetopenia.
  5. E) Todas alternativas estão corretas.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia: HAS + proteinúria/disfunção orgânica após 20 sem. Fatores de risco incluem HAS crônica, DM, gestação múltipla. HELLP = Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação que geralmente ocorre após 20 semanas, com fatores de risco bem estabelecidos como pré-eclâmpsia prévia, HAS crônica, DM e gestação múltipla. Embora edema e ganho ponderal rápido não sejam mais critérios diagnósticos primários, são achados comuns. A Síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia, definida por hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. Caracteriza-se por hipertensão de início recente após 20 semanas de gestação, acompanhada de proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. O entendimento de seus fatores de risco, diagnóstico e manejo é crucial para todos os profissionais de saúde que atuam na área obstétrica, especialmente residentes. Os fatores de risco para pré-eclâmpsia são diversos e incluem condições pré-existentes como hipertensão crônica, diabetes mellitus, doenças renais, doenças autoimunes, além de características da gestação como primiparidade, gestação múltipla e história prévia de pré-eclâmpsia. Embora o edema generalizado e o ganho ponderal rápido fossem historicamente associados à pré-eclâmpsia, as diretrizes atuais não os consideram critérios diagnósticos primários, focando na hipertensão e nos sinais de disfunção orgânica. A Síndrome HELLP representa uma forma grave da doença, exigindo atenção imediata. O manejo da pré-eclâmpsia varia conforme a idade gestacional e a gravidade da doença, podendo incluir monitoramento rigoroso, uso de anti-hipertensivos e, em casos graves ou de termo, a interrupção da gestação. A prevenção com ácido acetilsalicílico em pacientes de alto risco é uma estratégia importante. Residentes devem estar aptos a identificar precocemente os sinais e sintomas, estratificar o risco e iniciar o tratamento adequado para otimizar os desfechos maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia?

Os principais fatores de risco incluem histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus, gestação múltipla, obesidade, doença renal crônica e doenças autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico.

Quais são os critérios diagnósticos atuais para pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão de início recente (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou sinais de disfunção de órgãos-alvo (ex: plaquetopenia, disfunção renal, disfunção hepática, edema pulmonar, sintomas cerebrais ou visuais).

O que caracteriza a Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por Hemólise (H), Elevação das Enzimas Hepáticas (EL) e Baixa Contagem de Plaquetas (LP). É uma condição que exige reconhecimento e manejo rápidos devido ao alto risco de morbimortalidade materna e fetal.

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