UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2024
Menina de 7 anos, foi trazida para consulta com história de atraso global no desenvolvimento neuropsicomotor. A marcha foi adquirida aos 4 anos, mas somente com auxílio de andador. A mãe informa informa o diagnóstico de paralisia cerebral. Ao exame físico foi observado aumento de tônus e hiperreflexia nos quatro membros. Com relação à paralisia cerebral, assinale a correta:
Paralisia Cerebral = lesão cerebral NÃO progressiva com alteração motora persistente.
A Paralisia Cerebral é uma condição neurológica decorrente de uma lesão cerebral ocorrida no período pré, peri ou pós-natal, caracterizada por ser não progressiva, mas com manifestações motoras persistentes que afetam o tônus, movimento e postura.
A Paralisia Cerebral (PC) é um grupo de distúrbios permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, que causam limitação da atividade, atribuíveis a distúrbios não progressivos que ocorrem no cérebro fetal ou infantil em desenvolvimento. É a causa mais comum de deficiência motora na infância, com uma prevalência estimada de 2 a 3 por 1.000 nascidos vivos. A etiologia é multifatorial, incluindo fatores pré-natais (infecções, malformações), perinatais (asfixia, prematuridade) e pós-natais (trauma, infecções). O diagnóstico da PC é clínico, baseado na história de atraso no desenvolvimento motor e na presença de sinais neurológicos persistentes, como alterações do tônus (espasticidade, hipotonia, distonia), movimentos involuntários (atetose) e problemas de postura. A lesão cerebral subjacente não é progressiva, o que a diferencia de doenças neurodegenerativas. No entanto, as manifestações clínicas podem evoluir com o crescimento da criança e a interação com o ambiente. O manejo da Paralisia Cerebral é multidisciplinar e visa otimizar a função motora, prevenir deformidades e tratar comorbidades. Inclui fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, uso de órteses, medicações para espasticidade (ex: toxina botulínica, baclofeno) e, em alguns casos, cirurgias ortopédicas. O prognóstico funcional é variável e depende da extensão e localização da lesão cerebral, bem como da intensidade das intervenções terapêuticas.
A lesão cerebral na Paralisia Cerebral é caracteristicamente não progressiva, ou seja, não piora com o tempo, embora o quadro clínico possa se modificar com o crescimento da criança e a interação com o ambiente.
As causas incluem asfixia perinatal, prematuridade, infecções congênitas, acidentes vasculares cerebrais perinatais e malformações cerebrais, sendo multifatorial e variada.
Sim, a Paralisia Cerebral é definida pela alteração motora persistente (tônus, movimento ou postura), embora possa haver comorbidades como deficiência intelectual ou epilepsia, que não são obrigatórias para o diagnóstico.
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