SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
O Ministério da Saúde do Brasil segue a definição de "Nascimento Vivo" adotada pela Organização Mundial de Saúde. Sobre a necessidade de ser considerado "nascido vivo", analise as afirmativas abaixo: I. A duração mínima da gestação seja de seis semanas. II. Apresente pulsação do cordão umbilical. III. Ocorra a presença de sinal vital somente após desprendimento da placenta. IV. Apresente batimentos do coração. V. Apresente movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária. Assinale a alternativa CORRETA.
Nascimento Vivo (OMS/MS): Qualquer sinal vital (pulsação cordão, batimentos, respiração, movimentos) após expulsão, independente da idade gestacional ou desprendimento placentário.
A definição de "nascimento vivo" pela OMS e MS é baseada na presença de QUALQUER sinal vital (batimentos cardíacos, pulsação do cordão, respiração ou movimentos musculares voluntários) APÓS a expulsão ou extração do produto da concepção, independentemente da idade gestacional ou da separação da placenta.
A definição de "Nascimento Vivo" é um conceito fundamental em saúde pública e medicina, com implicações diretas para o registro civil, estatísticas vitais e manejo clínico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e, consequentemente, o Ministério da Saúde do Brasil, definem "nascimento vivo" como a expulsão ou extração completa do corpo da mãe de um produto da concepção, independentemente da duração da gravidez, que, depois de tal separação, respire ou apresente qualquer outro sinal de vida, tal como batimentos do coração, pulsação do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária, estando ou não cortado o cordão umbilical e estando ou não desprendida a placenta. Analisando as afirmativas: I. "A duração mínima da gestação seja de seis semanas" é incorreta, pois a definição não impõe idade gestacional mínima. II. "Apresente pulsação do cordão umbilical" está correta, é um dos sinais de vida. III. "Ocorra a presença de sinal vital somente após desprendimento da placenta" é incorreta, pois a presença de sinais vitais é independente do desprendimento placentário. IV. "Apresente batimentos do coração" está correta, é outro sinal de vida. V. "Apresente movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária" está correta, também é um sinal de vida. Portanto, as afirmativas I e III estão incorretas, totalizando duas incorretas. A correta compreensão desta definição é crucial para a coleta de dados epidemiológicos precisos, que subsidiam políticas de saúde materno-infantil. Permite diferenciar nascimentos vivos de óbitos fetais, impactando diretamente as taxas de mortalidade neonatal e infantil. Para o profissional de saúde, reconhecer esses critérios é essencial para o correto preenchimento de documentos e para o manejo adequado do recém-nascido, mesmo em casos de extrema prematuridade.
Os sinais vitais considerados são: batimentos cardíacos, pulsação do cordão umbilical, movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária ou respiração. A presença de qualquer um deles é suficiente.
Não. A definição de "nascimento vivo" não estabelece uma duração mínima de gestação. Um feto expulso com qualquer sinal vital, mesmo que prematuro extremo, é considerado nascido vivo.
Não. A presença de sinais vitais após a expulsão ou extração do produto da concepção é o critério, independentemente de a placenta ter sido desprendida ou não.
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