Mortalidade Materna: Definição e Causas Essenciais

HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015

Enunciado

O coeficiente de mortalidade materna é importante, pois avalia a cobertura e qualidade da assistência às mulheres desse grupo. Qual das pacientes descritas abaixo pode ser ADEQUADAMENTE enquadrada nesse grupo? 

Alternativas

  1. A) 33 anos, diabética, após 15 semanas de ausência de fluxo menstrual chega ao Pronto-socorro com dor abdominal e secreção vaginal de odor fétido. É feito o diagnóstico de abortamento infectado e a paciente evolui para o óbito. 
  2. B) 24 anos, obesa, com gravidez diagnosticada por ultrassonografia, na trigésima semana, evolui com febre intensa, com calafrios e vai ao óbito. Gota espessa isolou Plasmodium falciparum. 
  3. C) 29 anos, com histórico de miomatose uterina, na trigésima segunda semana de gravidez, evolui com dor abdominal intensa e dor à descompressão brusca. É realizada laparotomia de urgência, mas a paciente evolui para o óbito. O apêndice cecal encontrava-se necrosado e com extravasamento de conteúdo para a cavidade abdominal.  
  4. D) 22 anos, com aumento do volume abdominal predominante em região pélvica. Evolui com aumento da pressão arterial, convulsões e óbito. Durante a necropsia foi verificado massa tumoral de 20 cm de diâmetro em anexo direito. 

Pérola Clínica

Mortalidade materna = óbito gestação/42 dias pós-parto, causa relacionada à gravidez (direta/indireta).

Resumo-Chave

A definição de mortalidade materna inclui óbitos ocorridos durante a gestação ou até 42 dias após o término, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou sua condução, excluindo causas acidentais ou incidentais. A alternativa A se encaixa perfeitamente, pois o abortamento infectado é uma complicação direta da gestação.

Contexto Educacional

A mortalidade materna é um indicador crucial da saúde pública e da qualidade da assistência obstétrica de um país. É definida como o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gestação ou por sua condução, excluindo causas acidentais ou incidentais. Compreender essa definição é fundamental para a correta notificação e análise dos óbitos, permitindo a implementação de políticas de saúde eficazes. As causas de mortalidade materna são classificadas em diretas e indiretas. As causas diretas resultam de complicações obstétricas da gravidez, parto ou puerpério, como hemorragias, síndromes hipertensivas, infecções (sepse puerperal, abortamento infectado) e aborto inseguro. As causas indiretas são aquelas resultantes de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez, mas que foram agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação, como cardiopatias, diabetes descompensado, malária ou outras infecções sistêmicas. A identificação correta dos casos de mortalidade materna é essencial para a vigilância epidemiológica e para a redução desses óbitos. A prevenção envolve o acesso a planejamento familiar, pré-natal de qualidade, assistência ao parto seguro e atenção pós-parto adequada. O caso da alternativa A, com abortamento infectado e óbito durante a gestação, representa uma causa direta de mortalidade materna, destacando a importância da atenção à saúde reprodutiva e à prevenção de abortos inseguros.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para definir um óbito como mortalidade materna?

Um óbito é classificado como mortalidade materna se ocorrer durante a gestação ou até 42 dias após o seu término, independentemente da duração ou local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gestação ou por medidas tomadas em relação a ela, mas não por causas acidentais ou incidentais.

Qual a diferença entre mortalidade materna direta e indireta?

A mortalidade materna direta resulta de complicações obstétricas da gravidez, parto ou puerpério (ex: hemorragia, infecção). A indireta resulta de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez, agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação (ex: cardiopatia, malária).

Por que a alternativa A é a correta para mortalidade materna?

A paciente da alternativa A faleceu devido a um abortamento infectado, uma complicação direta da gestação, dentro do período gestacional, enquadrando-se perfeitamente na definição de mortalidade materna direta.

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