SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Em relação à gravidez todas as assertivas estão corretas, EXCETO:
Gravidez prolongada > 42 semanas (294 dias); Gravidez pós-data = 40-42 semanas (280-294 dias).
É crucial diferenciar gravidez pós-data (40 a 42 semanas) de gravidez prolongada ou pós-termo (acima de 42 semanas completas). Essa distinção é fundamental para o manejo obstétrico, pois a gravidez prolongada está associada a maiores riscos maternos e fetais, exigindo vigilância e intervenção.
A gravidez prolongada, também conhecida como gestação pós-termo, é definida como aquela que ultrapassa 42 semanas completas (294 dias) de idade gestacional. É um tema de grande relevância na obstetrícia, pois está associada a um aumento significativo dos riscos maternos e perinatais. A incidência varia, mas afeta cerca de 5-10% das gestações, sendo fundamental para o residente compreender suas definições e implicações. A fisiopatologia da gravidez prolongada envolve, em muitos casos, uma falha no início do trabalho de parto, que pode ser idiopática ou associada a fatores como anencefalia fetal, deficiência de sulfatase placentária ou primiparidade. O diagnóstico baseia-se na datação precisa da gestação, preferencialmente por ultrassonografia precoce. A suspeita deve surgir quando a gestante ultrapassa a data provável do parto sem sinais de trabalho de parto. O manejo da gravidez prolongada visa reduzir os riscos. A partir de 41 semanas, a vigilância fetal intensificada (cardiotocografia, perfil biofísico) e a discussão sobre a indução do parto são cruciais. A indução é fortemente recomendada ao atingir 42 semanas, a fim de evitar complicações como oligodrâmnio, macrossomia, sofrimento fetal e aumento da mortalidade perinatal. O prognóstico é bom com manejo adequado, mas exige atenção redobrada da equipe de saúde.
Gravidez pós-data refere-se à gestação que atinge 40 semanas completas até 41 semanas e 6 dias. Já a gravidez prolongada ou pós-termo é aquela que ultrapassa 42 semanas completas de gestação.
Os riscos incluem oligodrâmnio, macrossomia fetal, insuficiência placentária, aspiração de mecônio, sofrimento fetal e aumento da mortalidade perinatal. Por isso, a vigilância é intensificada.
A indução do parto é geralmente considerada a partir de 41 semanas de gestação, e fortemente recomendada ao atingir 42 semanas, devido ao aumento dos riscos maternos e fetais associados à prolongação da gravidez.
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