HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Assinale a alternativa correta em relação à Febre.
Febre = temperatura central ≥ 38,3°C (consenso internacional); ≠ hipertermia (mecanismos fisiopatológicos distintos).
Embora existam variações, o limiar de 38,3°C para febre é amplamente aceito em contextos clínicos e de pesquisa. É crucial diferenciar febre, que envolve a elevação do set-point hipotalâmico, de hipertermia, que é uma falha na termorregulação sem alteração do set-point.
A febre é um dos sinais mais comuns de doença e é definida como uma elevação da temperatura corporal acima da faixa normal diária, geralmente como parte de uma resposta imune a um estímulo infeccioso ou inflamatório. Embora haja alguma variação, um consenso internacional entre sociedades médicas estabelece o limiar para o diagnóstico de febre em 38,3°C (100,9°F) em medições orais ou retais, ou temperaturas equivalentes em outros locais. Fisiopatologicamente, a febre é desencadeada pela liberação de pirogênios exógenos (como produtos bacterianos) ou endógenos (citocinas como IL-1, IL-6, TNF-alfa) que atuam no hipotálamo, elevando o 'set-point' termorregulatório. Isso leva o corpo a aumentar a produção de calor (tremores, vasoconstrição) e diminuir a perda de calor para atingir a nova temperatura alvo. Em contraste, a hipertermia é uma condição onde a temperatura corporal se eleva devido a uma falha nos mecanismos de dissipação de calor, sem alteração do 'set-point' hipotalâmico, como ocorre na intermação ou na hipertermia maligna. Embora a febre possa causar desconforto e aumentar a demanda metabólica e o consumo de oxigênio, ela também é considerada uma resposta adaptativa que pode ter efeitos benéficos no combate a infecções, como a inibição do crescimento de certos patógenos e o aumento da eficácia de algumas células imunes. O tratamento da febre visa aliviar os sintomas e não necessariamente suprimir a resposta fisiológica, a menos que a temperatura seja excessivamente alta ou cause risco ao paciente.
A febre é uma resposta fisiológica mediada por citocinas pirogênicas que elevam o 'set-point' hipotalâmico, resultando em aumento da temperatura corporal. A hipertermia, por outro lado, é uma falha nos mecanismos de dissipação de calor, onde o 'set-point' hipotalâmico permanece normal, mas a produção de calor excede a perda.
A febre pode ter efeitos benéficos, como inibir o crescimento de alguns patógenos, aumentar a atividade de células imunes (linfócitos T, macrófagos) e a produção de proteínas de fase aguda, otimizando a resposta imune do organismo.
A temperatura retal é considerada a mais próxima da temperatura central. A temperatura oral e timpânica são boas alternativas, enquanto a axilar é menos precisa e geralmente subestima a temperatura central, sendo menos confiável para o diagnóstico de febre.
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