HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
O pé diabético está entre as complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e suas consequências podem ser dramáticas para a vida do indivíduo. Assinale a alternativa correta sobre este tema.
Pé diabético = infecção/ulceração/destruição tecidual + neuropatia + doença vascular periférica.
A definição de pé diabético engloba a tríade de alterações neurológicas (neuropatia), vasculares (doença arterial periférica) e a consequente infecção, ulceração ou destruição tecidual. É uma complicação grave que exige abordagem multidisciplinar.
O pé diabético é uma das complicações mais devastadoras do Diabetes Mellitus, resultando em morbidade significativa e alto impacto socioeconômico. Sua definição abrange a presença de infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profundos, associadas a anormalidades neurológicas (neuropatia diabética) e a vários graus de doença vascular periférica (doença arterial periférica). É uma condição complexa que exige uma abordagem multidisciplinar. A neuropatia diabética, tanto sensorial quanto motora e autonômica, é um pilar na fisiopatologia do pé diabético. A perda da sensibilidade protetora impede o paciente de perceber traumas e pressões excessivas, enquanto a neuropatia motora leva a deformidades ósseas e alterações biomecânicas. A doença arterial periférica, por sua vez, compromete o fluxo sanguíneo para as extremidades, dificultando a cicatrização de feridas e aumentando o risco de isquemia e necrose. A prevenção é a chave no manejo do pé diabético, com ênfase no exame periódico dos pés, educação do paciente sobre autocuidado, uso de calçados adequados e controle rigoroso da glicemia. Uma vez instalada a úlcera ou infecção, o tratamento envolve desbridamento, controle da infecção (antibioticoterapia), revascularização quando indicada e descarga de peso. O objetivo é evitar amputações e preservar a qualidade de vida do paciente.
Os principais fatores são a neuropatia diabética (sensorial, motora e autonômica), que leva à perda de sensibilidade e deformidades, e a doença arterial periférica, que compromete a circulação e a cicatrização.
O exame periódico dos pés é fundamental para identificar precocemente alterações como calos, deformidades, fissuras, perda de sensibilidade e sinais de isquemia, permitindo intervenções preventivas e tratamento oportuno.
A educação do paciente é crucial, ensinando sobre autocuidado dos pés, inspeção diária, uso de calçados adequados, hidratação da pele e a importância de procurar atendimento médico ao menor sinal de lesão, prevenindo ulcerações e amputações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo