FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Homem de 21 anos, procura atendimento na Emergência do HE com história de há 3 dias apresentar febre, mialgia, fadiga, cefaleia, astenia, dor nas costas, linfadenopatia e lesões no abdome inicialmente puntiforme avermelhada que evoluiu para vesículas. Relata que teve contato sexual com o seu companheiro há 10 dias, sendo que este apresentava quadro e lesões semelhantes. Na investigação do paciente foram solicitados exames para monkeypox (MPX), varicela, herpes zoster, sarampo, zika, dengue, chikungunya, herpes simples, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo e granuloma inguinal. O caso suspeito de MPX é uma das doenças de notificação compulsória, em todo território nacional, conforme Portaria GM/MS n° 3.418, de 31 de agosto de 2022. Das alternativas abaixo qual é a correta em relação a suspeita de MPX?
Caso suspeito MPX = erupção cutânea aguda (única/múltipla) + febre/adenomegalia/astenia/dor nas costas/cefaleia.
A definição de caso suspeito de Monkeypox é crucial para a vigilância epidemiológica e controle da doença. Inclui erupção cutânea súbita, que pode ser única ou múltipla, em qualquer parte do corpo, associada ou não a sintomas sistêmicos como febre e linfadenopatia.
A Monkeypox (MPX), ou varíola dos macacos, é uma doença zoonótica viral que ganhou destaque global devido a surtos recentes. É causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. A compreensão da definição de caso suspeito é vital para o controle epidemiológico, especialmente em um contexto de notificação compulsória, permitindo a rápida identificação e isolamento de casos, bem como o rastreamento de contatos. A doença pode apresentar-se com uma variedade de sintomas, sendo a erupção cutânea o achado mais característico, evoluindo de lesões maculopapulares para vesículas, pústulas e, finalmente, crostas. O diagnóstico da MPX é primariamente clínico, baseado na observação dos sintomas e na história epidemiológica, como contato com casos confirmados ou prováveis. A confirmação laboratorial é feita por PCR em tempo real a partir de amostras das lesões cutâneas. É crucial diferenciar a MPX de outras doenças exantemáticas, como varicela, sarampo, herpes simples e sífilis secundária, que podem ter apresentações clínicas semelhantes. A linfadenopatia, muitas vezes proeminente, é um achado que pode auxiliar na distinção. O tratamento da MPX é principalmente de suporte, com foco no alívio dos sintomas e prevenção de infecções secundárias. Em casos graves ou em pacientes imunocomprometidos, antivirais específicos podem ser considerados. O isolamento do paciente durante o período de transmissibilidade, que vai desde o início dos sintomas até a queda de todas as crostas, é uma medida fundamental para prevenir a disseminação da doença. A vacinação pode ser indicada para contatos próximos de casos confirmados e profissionais de saúde de alto risco.
Os principais critérios incluem o início súbito de erupção cutânea aguda, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo, que pode estar associada a sintomas sistêmicos como febre, adenomegalia, astenia, dor nas costas e cefaleia.
A notificação compulsória é fundamental para o monitoramento da doença, identificação de surtos, rastreamento de contatos e implementação de medidas de saúde pública para conter a disseminação do vírus em nível nacional.
A Monkeypox se diferencia por lesões que evoluem de máculas a pápulas, vesículas, pústulas e crostas, frequentemente com linfadenopatia proeminente, o que é menos comum em varicela ou herpes simples. A história epidemiológica também é crucial.
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