CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Com relação às imagens a seguir, sendo: A supradextroversão; B supraversão e C supralevoversão, qual o diagnóstico mais provável?
Incapacidade de elevar um olho em todas as posições de supraversão = Déficit Monocular de Elevação.
O déficit monocular de elevação caracteriza-se pela limitação da elevação do olho afetado tanto em abdução quanto em adução, diferenciando-se de paralisias musculares isoladas.
O diagnóstico de Déficit Monocular de Elevação exige uma avaliação cuidadosa da motilidade ocular extrínseca. O teste de ducção passiva é crucial: se for positivo, indica uma causa restritiva (geralmente o reto inferior 'prendendo' o olho embaixo). Se for negativo, sugere uma etiologia paralítica. Frequentemente, esses pacientes apresentam ptose ou pseudoptose (devido à hipotropia). O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos, visando corrigir a posição primária do olhar e, se possível, melhorar o campo de visão superior através de transposições musculares (como a técnica de Knapp).
O DME, anteriormente chamado de paralisia dupla dos elevadores, é uma condição onde o paciente não consegue elevar um dos olhos acima da linha média em qualquer posição do olhar horizontal (adução, posição primária ou abdução).
Pode ser congênito ou adquirido. As causas são divididas em paralíticas (fraqueza do reto superior e oblíquo inferior) ou restritivas (fibrose ou encarceramento do músculo reto inferior, como em fraturas de assoalho de órbita ou oftalmopatia de Graves).
Na paralisia completa do III par craniano, além do déficit de elevação, haveria comprometimento da depressão (reto inferior), adução (reto medial) e, frequentemente, envolvimento pupilar e ptose severa. O DME é isolado para o movimento de subida.
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