HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
A mãe de um menino de 4 anos de idade, leva-o à consulta, porque acha que ele é muito baixo. O paciente nasceu a termo, com peso de 3.200 g e comprimento de 49 cm. Foi amamentado até os 9 meses de idade e sempre comeu pouco. A mãe refere que é uma criança hígida, sem patologias graves ou internações anteriores. É esperto, tem bom desenvolvimento neuropsicomotor para a idade e gosta de brincadeiras como pega-pega e esconde-esconde. A mãe refere que apresentou a menarca aos 12 anos de idade e mede 1,58 m; o pai entrou em puberdade na mesma época que os amigos, e mede 1,73 m. Recuperando as medidas anteriores, anotadas na caderneta da criança, observa-se que a criança mantém uma curva de IMC adequada para idade, enquanto o comprimento/estatura para a idade apresenta o seguinte gráfico.Comprimento/estatura por idade MENINOSDo nascimento aos 5 anos (escores-Z)(WHO Child Growth Standards) Entre as condutas apresentadas, a melhor neste caso é:
Criança com curva de estatura em declínio → investigar déficit de crescimento com velocidade de crescimento e idade óssea.
A manutenção de uma curva de estatura abaixo do esperado para a idade, mesmo com IMC adequado e bom desenvolvimento neuropsicomotor, é um sinal de alerta para déficit de crescimento. A investigação inicial deve incluir a velocidade de crescimento e a idade óssea para diferenciar entre variações da normalidade e patologias.
A baixa estatura em crianças é uma queixa comum na pediatria e exige uma abordagem sistemática para diferenciar variações da normalidade de condições patológicas. É fundamental para o residente dominar a interpretação das curvas de crescimento da OMS, que permitem avaliar a estatura, peso e IMC para a idade e sexo. Um declínio na curva de estatura é um sinal de alerta que indica a necessidade de investigação aprofundada. A investigação do déficit de crescimento deve começar com a avaliação da velocidade de crescimento, que é o parâmetro mais sensível para identificar um problema. A idade óssea, determinada por radiografia de mão e punho esquerdo, é essencial para avaliar o potencial de crescimento e auxiliar no diagnóstico diferencial entre baixa estatura familiar, atraso constitucional do crescimento e causas patológicas. Outros exames laboratoriais podem ser solicitados conforme a suspeita clínica, como função tireoidiana, IGF-1, cariótipo, entre outros. O manejo depende da causa subjacente. Em casos de atraso constitucional, a conduta é tranquilizar a família e acompanhar. Para causas patológicas, o tratamento específico é indicado. O acompanhamento regular da velocidade de crescimento é crucial para monitorar a resposta à intervenção e garantir o melhor prognóstico de estatura final para a criança.
Os principais sinais de alerta incluem um declínio na curva de estatura para idade, estatura abaixo do percentil 3, ou uma velocidade de crescimento abaixo do esperado para a idade e sexo. Mesmo com bom desenvolvimento neuropsicomotor, a curva de crescimento é crucial.
A velocidade de crescimento é o parâmetro mais importante para diferenciar uma variação da normalidade de uma patologia. A idade óssea ajuda a determinar o potencial de crescimento restante e a prever a estatura final, sendo fundamental para o diagnóstico diferencial.
O atraso constitucional do crescimento é uma hipótese quando a criança apresenta baixa estatura, mas com velocidade de crescimento normal para a idade óssea, história familiar de atraso puberal e idade óssea atrasada. No entanto, um declínio na curva de crescimento sempre exige investigação.
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