Idoso com Esquecimento e Hipoglicemia: Investigação

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 85 anos de idade, possui diabetes mellitus do tipo 2 e hipotireoidismo. Faz uso de metformina de liberação prolongada 2000mg, 1 uma vez ao dia, insulina NPH 10UI ao deitar e levotiroxina 100 mcg, uma vez ao dia, em jejum. Traz em consulta de retorno hemoglobina glicada = 10,2% e TSH = 3,9 µlU/mL (Referência: 0,27 - 4,2). Seu filho o acompanha na consulta e expressa preocupação com o fato do pai ter apresentado três hipoglicemias graves. Verificou que o pai aplicou insulina duas vezes por ter esquecido da tomada anterior, em cada episódio. Notou também que o pai tem esquecido caminho habitual de retorno do mercado. Quais são os exames complementares pertinentes à investigação inicial deste paciente, quanto às queixas apresentadas pelo filho?

Alternativas

  1. A) Tomografia computadorizada de crânio e vitamina B12.
  2. B) Angiotomografia computadorizada de crânio e enzimas canaliculares.
  3. C) Ressonância magnética de crânio e ácido fólico.
  4. D) Ultrassonografia com doppler de carótidas e transaminases.

Pérola Clínica

Idoso com hipoglicemias recorrentes e esquecimento → investigar causas orgânicas: neuroimagem e deficiência B12.

Resumo-Chave

Em idosos com diabetes e hipotireoidismo, hipoglicemias recorrentes (especialmente por erro de medicação) e queixas de esquecimento sugerem investigação de déficit cognitivo. A TC de crânio pode identificar lesões estruturais e a dosagem de vitamina B12 é essencial para descartar deficiência, que pode causar sintomas neurológicos e cognitivos.

Contexto Educacional

O paciente idoso com múltiplas comorbidades, como diabetes mellitus tipo 2 e hipotireoidismo, apresenta um perfil complexo. Queixas de esquecimento e episódios de hipoglicemia grave, especialmente quando associados a erros na medicação, são sinais de alerta para um possível declínio cognitivo. A avaliação geriátrica ampla é crucial para identificar fatores de risco e condições subjacentes. A investigação inicial de déficit cognitivo em idosos deve incluir a exclusão de causas reversíveis. A tomografia computadorizada de crânio é um exame de imagem pertinente para descartar lesões estruturais cerebrais, como tumores, hidrocefalia ou sequelas de AVC. A dosagem de vitamina B12 é fundamental, pois sua deficiência é uma causa tratável de disfunção cognitiva e neurológica, frequentemente subdiagnosticada em idosos. O manejo da diabetes e do hipotireoidismo em idosos deve ser individualizado, visando evitar hipoglicemias, que são particularmente perigosas nessa faixa etária. A otimização da medicação e a educação do paciente e cuidadores são essenciais. A identificação e tratamento de causas reversíveis de déficit cognitivo podem melhorar significativamente a qualidade de vida e a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de déficit cognitivo em idosos?

As causas são multifatoriais, incluindo doenças neurodegenerativas (Alzheimer), doenças vasculares cerebrais, deficiências nutricionais (B12), hipotireoidismo, depressão, efeitos de medicamentos e hidrocefalia de pressão normal.

Por que a deficiência de vitamina B12 é importante na investigação de esquecimento?

A deficiência de vitamina B12 pode causar sintomas neurológicos e psiquiátricos, incluindo perda de memória, confusão e demência, que são potencialmente reversíveis com a suplementação.

Como a hipoglicemia pode afetar a cognição em idosos?

Hipoglicemias graves e recorrentes podem causar danos cerebrais permanentes e exacerbar déficits cognitivos existentes, além de serem um sinal de manejo inadequado da diabetes ou de outras condições subjacentes.

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