UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2019
Lactente com sete meses, diagnosticado com síndrome do intestino curto: está internado desde o nascimento. Por dificuldade de acesso venoso, não foi possível manter terapêutica regular com nutrição parenteral no último mês. Há 15 dias, vem apresentando lesões vesicobolhosas em região periorificial e cotovelos, além de alopécia e conjuntivite. Nesse caso, a provável causa das lesões dermatológicas é a deficiência de:
Síndrome intestino curto + lesões periorificiais/acrais + alopecia + conjuntivite → Deficiência de Zinco.
A deficiência de zinco deve ser fortemente suspeitada em lactentes com síndrome do intestino curto ou nutrição parenteral prolongada que desenvolvem dermatite periorificial e acral, alopecia e conjuntivite. O zinco é essencial para a integridade da pele e mucosas, e sua deficiência pode levar a um quadro clínico grave e característico.
A deficiência de zinco é uma condição nutricional importante, especialmente em populações vulneráveis como lactentes com síndromes de má absorção ou dependentes de nutrição parenteral. O zinco é um micronutriente essencial para inúmeras funções enzimáticas, crescimento celular, função imunológica e integridade da pele e mucosas. A síndrome do intestino curto, caracterizada pela ressecção extensa do intestino delgado, compromete severamente a absorção de nutrientes, tornando esses pacientes altamente suscetíveis a deficiências. A fisiopatologia da deficiência de zinco em síndrome do intestino curto reside na diminuição da área de superfície absortiva e, muitas vezes, na inadequação da suplementação em regimes de nutrição parenteral prolongada. As manifestações clínicas são características e incluem a acrodermatite enteropática-like, com lesões cutâneas vesicobolhosas e eritematosas em áreas periorificiais (boca, nariz, olhos) e acrais (cotovelos, joelhos, nádegas), alopecia, diarreia crônica, conjuntivite, irritabilidade e falha no crescimento. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado pela dosagem sérica de zinco. O tratamento da deficiência de zinco é a suplementação, que pode ser oral ou intravenosa, dependendo da gravidade e da capacidade de absorção do paciente. A resposta à suplementação é geralmente rápida e dramática, com melhora das lesões cutâneas e outros sintomas em poucos dias a semanas. É crucial monitorar os níveis de zinco e ajustar a suplementação, especialmente em pacientes com síndrome do intestino curto, para prevenir recorrências e garantir o desenvolvimento adequado.
As manifestações clássicas incluem dermatite periorificial (ao redor da boca, nariz, olhos) e acral (mãos, pés, cotovelos), lesões vesicobolhosas, alopecia, diarreia crônica, irritabilidade, retardo do crescimento e infecções recorrentes.
A síndrome do intestino curto resulta na redução da superfície de absorção intestinal, comprometendo a absorção de nutrientes, incluindo o zinco. A dependência de nutrição parenteral sem suplementação adequada também contribui.
O diagnóstico é clínico, suportado por níveis séricos baixos de zinco. O tratamento consiste na suplementação oral ou intravenosa de zinco, que geralmente leva a uma rápida melhora dos sintomas.
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