CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Deficiência de vitaminas pode determinar doenças. Insuficiência de qual vitamina causa Beribéri?
Deficiência de Vitamina B1 (Tiamina) → Beribéri (seco: neuropatia; úmido: IC de alto débito).
O Beribéri é uma doença causada pela deficiência de tiamina (vitamina B1), essencial para o metabolismo de carboidratos. Pode se apresentar de forma seca (neuropatia periférica) ou úmida (insuficiência cardíaca de alto débito), sendo crucial o reconhecimento para reposição.
O Beribéri é uma doença carencial resultante da deficiência de tiamina (vitamina B1), um micronutriente essencial para o metabolismo energético. Embora mais comum em regiões com dietas restritivas (arroz polido), pode ser vista em alcoolistas crônicos e pacientes com má absorção. A compreensão de suas formas de apresentação é crucial para o diagnóstico diferencial em emergências e na clínica geral. A tiamina atua como cofator em enzimas chave do metabolismo de carboidratos, como a piruvato desidrogenase. Sua deficiência compromete a produção de ATP, afetando tecidos com alta demanda energética, como o sistema nervoso e o miocárdio. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas neurológicos (neuropatia, Wernicke-Korsakoff) e/ou cardiovasculares (insuficiência cardíaca de alto débito, edema). O tratamento consiste na reposição imediata de tiamina, inicialmente intravenosa em casos graves, para reverter os sintomas e prevenir sequelas. A educação nutricional e a suplementação em populações de risco são medidas preventivas importantes. Residentes devem estar atentos a pacientes com fatores de risco para deficiência de tiamina, como alcoolismo, cirurgia bariátrica e desnutrição.
O Beribéri pode ser seco, caracterizado por neuropatia periférica e atrofia muscular, ou úmido, que se manifesta com insuficiência cardíaca de alto débito e edema. Ambos resultam da deficiência de tiamina.
A tiamina é crucial como coenzima em reações metabólicas de carboidratos, essencial para a produção de energia. Sua deficiência afeta principalmente o sistema nervoso e cardiovascular.
O tratamento envolve a reposição de tiamina, geralmente por via parenteral em casos graves, seguida de suplementação oral. A identificação precoce é vital para prevenir danos irreversíveis.
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