UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Menino de 8 anos em retorno para verificar exames. AP: síndrome de West, em uso de valproato de sódio (dose adequada para o peso); encefalopatia crônica não progressiva de grau 3; anemia megaloblástica pregressa. Exame físico: eutrófico.A relação correta entre os resultados dos exames, o diagnóstico e a conduta correta é:
Nível 25-OH Vit D < 20 ng/mL = Deficiência de Vitamina D → Suplementar 1000 UI/dia por 3 meses em crianças.
O valproato de sódio, usado no tratamento da Síndrome de West, pode interferir no metabolismo da vitamina D. Um nível de 25-OH vitamina D de 20 ng/mL indica deficiência, necessitando de suplementação. Os outros parâmetros (Hb, ferro, ferritina) estão dentro da normalidade para a idade, descartando anemia ferropriva ou megaloblástica atual.
A deficiência de vitamina D é uma condição prevalente em crianças, especialmente naquelas com comorbidades crônicas ou em uso de certas medicações. A vitamina D é crucial para a saúde óssea, regulação do cálcio e fósforo, e tem papéis importantes no sistema imunológico e neurológico. Em crianças com Síndrome de West e encefalopatia crônica, o risco de deficiência é aumentado devido a fatores como menor exposição solar, dieta restritiva e, notavelmente, o uso de anticonvulsivantes como o valproato de sódio. O valproato de sódio pode interferir no metabolismo da vitamina D ao induzir enzimas hepáticas que degradam a 25-OH vitamina D, a forma circulante e ativa da vitamina. Isso leva a níveis séricos reduzidos e, consequentemente, a um maior risco de osteomalácia ou raquitismo em crianças. O diagnóstico da deficiência é feito pela dosagem da 25-OH vitamina D, sendo valores abaixo de 20 ng/mL considerados deficientes. A conduta para a deficiência de vitamina D envolve a suplementação. Para crianças, doses de 1000 UI por dia por 3 meses são frequentemente recomendadas para repor os estoques, com posterior reavaliação e manutenção. É importante monitorar os níveis de cálcio e fósforo. Além da suplementação, a exposição solar adequada e uma dieta rica em vitamina D (ou alimentos fortificados) são medidas complementares. O acompanhamento regular é essencial para garantir a eficácia do tratamento e prevenir complicações a longo prazo.
Em crianças, níveis de 25-OH vitamina D abaixo de 20 ng/mL são considerados deficiência, enquanto valores entre 20-30 ng/mL indicam insuficiência. O ideal é manter os níveis acima de 30 ng/mL.
O valproato de sódio, um anticonvulsivante, pode induzir enzimas hepáticas que aceleram o metabolismo da vitamina D, convertendo-a em metabólitos inativos. Isso leva à diminuição dos níveis circulantes de 25-OH vitamina D, aumentando o risco de deficiência e osteomalácia.
Para crianças com deficiência de vitamina D (níveis < 20 ng/mL), a dose de suplementação pode variar, mas 1000 UI por dia por 3 meses é uma conduta comum para repor os estoques, seguida de uma dose de manutenção. Doses maiores podem ser necessárias em casos de deficiência grave ou má absorção.
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