USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Mulher, 30 anos, submetida a cirurgia bariátrica há 3 anos devido à obesidade mórbida. Peso pré-operatório de 135 kg e há 1 ano mantém 95 kg. No último ano, apresentou 4 infecções de via aérea superior e 1 episódio de herpes zoster em face, tratada com aciclovir, Há 2 meses. apresenta cansaço persistente, diminuição da acuidade visual, em especial noturna, e xerostomia. Nos últimos dias, notou lesão esbranquiçada na conjuntiva ocular esquerda Qual é o diagnóstico mais provável?
Pós-bariátrica com cegueira noturna, xerostomia e lesão conjuntival esbranquiçada → Deficiência de Vitamina A.
Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, especialmente procedimentos disabsortivos, têm alto risco de deficiências nutricionais, incluindo vitaminas lipossolúveis como a Vitamina A. A deficiência de Vitamina A manifesta-se com cegueira noturna, xeroftalmia (olho seco), manchas de Bitot e maior suscetibilidade a infecções.
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para a obesidade mórbida, mas pode levar a diversas complicações nutricionais a longo prazo, especialmente em procedimentos que envolvem má absorção, como o bypass gástrico em Y de Roux. A deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) é uma preocupação significativa, dada a redução da absorção de gorduras. A vigilância e suplementação adequadas são cruciais no acompanhamento desses pacientes. A Vitamina A (retinol) é essencial para a visão (especialmente noturna), diferenciação celular, função imune e integridade das mucosas. Sua deficiência pode se manifestar com cegueira noturna (nictalopia), xeroftalmia (olho seco), manchas de Bitot (lesões esbranquiçadas na conjuntiva), xerose cutânea e maior suscetibilidade a infecções. A história de cirurgia bariátrica, fadiga persistente, infecções recorrentes e sintomas oculares devem levantar a suspeita. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por dosagem sérica de retinol. O tratamento consiste em suplementação de Vitamina A, geralmente em doses elevadas inicialmente, seguida por manutenção. A prevenção é feita com suplementação vitamínica diária e monitoramento regular. Residentes devem estar atentos a essas deficiências em pacientes bariátricos para evitar complicações graves e irreversíveis.
Os principais sintomas incluem cegueira noturna (nictalopia), xeroftalmia (olho seco), manchas de Bitot na conjuntiva, xerose da pele e mucosas, e maior suscetibilidade a infecções.
Pacientes submetidos a cirurgias bariátricas, especialmente as disabsortivas (como bypass gástrico), têm redução da absorção de gorduras e, consequentemente, das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que necessitam de gordura para serem absorvidas.
A Vitamina A é crucial para a integridade das barreiras epiteliais e para a função imune. Sua deficiência compromete a mucosa respiratória e ocular, tornando o indivíduo mais vulnerável a infecções, como as de via aérea superior e herpes zoster.
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