PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Das hipovitaminoses na infância, as associadas à cegueira noturna são
Deficiência de Vitamina A → cegueira noturna (hemeralopia) e xeroftalmia.
A vitamina A (retinol) é essencial para a visão, especialmente em condições de baixa luminosidade, pois é um componente da rodopsina. Sua deficiência na infância pode levar a problemas oculares graves, incluindo cegueira noturna e, em casos avançados, xeroftalmia e cegueira irreversível.
A deficiência de vitamina A (hipovitaminose A) é um problema de saúde pública global, especialmente em países em desenvolvimento, afetando milhões de crianças e sendo uma das principais causas de cegueira evitável na infância. A vitamina A, ou retinol, é crucial para a visão, crescimento, função imunológica e integridade epitelial. Sua carência é frequentemente associada à desnutrição e a infecções recorrentes. A fisiopatologia da cegueira noturna na deficiência de vitamina A reside na incapacidade de regenerar adequadamente a rodopsina, um pigmento visual presente nos bastonetes da retina, responsável pela visão em baixa luminosidade. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas oculares como hemeralopia e xeroftalmia, e pode ser confirmado por dosagem sérica de retinol. A suspeita deve ser alta em crianças com dietas restritivas ou em regiões de alta prevalência. O tratamento consiste na suplementação de vitamina A, que pode reverter a cegueira noturna e prevenir a progressão para formas mais graves de xeroftalmia. A prevenção é fundamental e inclui a promoção do aleitamento materno, diversificação alimentar e programas de suplementação em massa em áreas de risco. É vital que residentes compreendam a importância da identificação precoce para evitar danos oculares irreversíveis.
Os primeiros sinais incluem cegueira noturna (dificuldade de visão em ambientes com pouca luz) e, posteriormente, xeroftalmia, que é o ressecamento da conjuntiva e córnea.
O tratamento envolve a suplementação oral de vitamina A, com doses e esquemas específicos dependendo da idade da criança e da gravidade da deficiência, conforme as diretrizes de saúde pública.
As principais fontes incluem fígado, ovos, leite e derivados, além de vegetais folhosos verde-escuros e frutas alaranjadas, como cenoura, abóbora e manga.
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