ENARE/ENAMED — Prova 2023
Gestantes que não consomem carne e derivados animais podem apresentar deficiência de
Gestante vegetariana/vegana → Risco deficiência Vitamina B12.
A vitamina B12 é encontrada quase exclusivamente em produtos de origem animal. Gestantes que não consomem carne e derivados animais (vegetarianas estritas ou veganas) têm alto risco de deficiência, que pode levar a anemia megaloblástica e complicações neurológicas para a mãe e o feto.
A nutrição adequada durante a gravidez é fundamental para a saúde materno-fetal. Gestantes que adotam dietas vegetarianas ou veganas precisam de atenção especial, pois a restrição de produtos de origem animal pode levar à deficiência de nutrientes essenciais. Entre eles, a vitamina B12 (cobalamina) é um dos mais críticos, uma vez que suas fontes naturais são quase exclusivamente de origem animal. A vitamina B12 desempenha um papel vital na síntese de DNA, na formação de glóbulos vermelhos e no desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso. A deficiência materna pode resultar em anemia megaloblástica, neuropatia e, no feto, pode comprometer o desenvolvimento neurológico, aumentar o risco de defeitos do tubo neural e outras complicações. Portanto, é imperativo que gestantes vegetarianas estritas e veganas recebam suplementação de vitamina B12. O acompanhamento nutricional e médico é essencial para garantir a ingestão adequada de todos os nutrientes necessários, incluindo ferro, cálcio, vitamina D, zinco e ômega-3, que também podem ser deficientes em dietas restritivas.
A vitamina B12 é essencial para a síntese de DNA, formação de glóbulos vermelhos e desenvolvimento neurológico fetal. Sua deficiência pode causar anemia megaloblástica materna e problemas neurológicos no bebê.
As principais fontes são produtos de origem animal, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados. Alimentos vegetais geralmente não contêm B12 em quantidades significativas ou biodisponíveis.
Gestantes vegetarianas estritas e veganas devem receber suplementação de vitamina B12, geralmente na dose de 2,6 µg/dia, ou conforme orientação médica, para prevenir deficiência.
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