CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Adolescente de 15 anos, sexo feminino, vem ao consultório para consulta de rotina, relata ser vegetariana há 3 anos. Ao exame: Adolescente com índice de massa corporal baixo, TANNER M4P4, ciclo menstrual normal, observa-se no exame laboratorial: colesterol baixo. Diante do quadro acima a paciente deve ser orientada quanto ao risco de deficiência de:
Adolescente vegetariana + IMC baixo + colesterol baixo → alto risco de deficiência de Vitamina B12.
A Vitamina B12 (cobalamina) é encontrada quase exclusivamente em produtos de origem animal. Vegetarianos estritos (veganos) e, em menor grau, ovolactovegetarianos, têm alto risco de deficiência, especialmente se a dieta não for bem planejada ou suplementada. A deficiência pode levar a anemia megaloblástica e danos neurológicos.
A adoção de dietas vegetarianas tem crescido, inclusive entre adolescentes, o que exige atenção especial dos profissionais de saúde. Embora bem planejadas, essas dietas possam ser saudáveis, elas apresentam riscos específicos de deficiências nutricionais, sendo a deficiência de Vitamina B12 uma das mais críticas. A Vitamina B12, ou cobalamina, é essencial para a formação de glóbulos vermelhos, função neurológica e síntese de DNA. Sua principal fonte dietética são produtos de origem animal (carne, ovos, laticínios). Adolescentes vegetarianos, especialmente com baixo IMC e colesterol baixo, devem ser rastreados para deficiência de B12, pois a falta pode levar a anemia megaloblástica e danos neurológicos irreversíveis. É fundamental que médicos e residentes saibam orientar esses pacientes sobre a necessidade de suplementação de Vitamina B12 e o consumo de alimentos fortificados. O acompanhamento nutricional e laboratorial regular é crucial para prevenir e tratar deficiências, garantindo o desenvolvimento e a saúde adequados em adolescentes que optam por dietas vegetarianas.
A Vitamina B12 é encontrada predominantemente em alimentos de origem animal. Dietas vegetarianas, especialmente as veganas, excluem essas fontes, tornando a suplementação ou o consumo de alimentos fortificados essencial para evitar a deficiência.
Os sintomas incluem anemia megaloblástica (fadiga, palidez, dispneia), glossite, e manifestações neurológicas como parestesias, fraqueza, ataxia, alterações cognitivas e demência, que podem ser irreversíveis se não tratadas.
O diagnóstico é feito pela dosagem sérica de B12, homocisteína e ácido metilmalônico. O tratamento envolve a suplementação de Vitamina B12, oral ou injetável, dependendo da gravidade da deficiência e da capacidade de absorção do paciente.
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