Deficiência de Vitamina B12: Diagnóstico e Sintomas

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

Você investiga paciente idoso com queixa de palidez cutâneo mucosa e astenia de evolução subaguda. Refere posterior evolução para parestesia distal em membros e perda de domínio de memória, comprovada em mini exame do estado mental. Baseado no raciocínio clínico e epidemiológico escolha a melhor alternativa:

Alternativas

  1. A) A anemia por deficiência de ácido fólico costuma cursar com volume globular médio aumentado, sintomas neurológicos associados e pode cursar com pancitopenia. Tem como causa importante a anemia perniciosa, quando poderá haver presença de anticorpo anti-célula parietal.
  2. B) A anemia por deficiência de vitamina B12 costuma cursar com volume globular médio aumentado, porém sintomas neurológicos associados não são compatíveis com o diagnóstico, devendo-se seguir investigação. Sua principal causa é a baixa ingesta.
  3. C) A anemia por deficiência de vitamina B12 costuma cursar com volume globular médio aumentado, sintomas neurológicos associados e pode cursar com pancitopenia. Tem como causa importante a anemia perniciosa, quando poderá haver presença de anticorpo anti-célula parietal.
  4. D) A anemia por deficiência de ácido fólico costuma cursar com volume globular médio reduzido, apresenta comumente sintomas neurológicos associados. Sua principal causa é a baixa ingesta.
  5. E) A anemia por deficiência de vitamina B12 costuma cursar com volume globular médio reduzido, sintomas neurológicos associados e pode cursar com pancitopenia. Tem como causa importante a anemia perniciosa, quando poderá haver presença de anticorpo anti-célula parietal.

Pérola Clínica

Deficiência de B12 → anemia macrocítica + sintomas neurológicos (parestesia, demência) + pancitopenia.

Resumo-Chave

A deficiência de vitamina B12 é uma causa importante de anemia macrocítica que, ao contrário da deficiência de folato, cursa com manifestações neurológicas e psiquiátricas devido ao seu papel na mielinização. A anemia perniciosa é uma causa autoimune comum, caracterizada pela presença de autoanticorpos.

Contexto Educacional

A deficiência de vitamina B12 (cobalamina) é uma condição comum, especialmente em idosos, vegetarianos estritos e pacientes com distúrbios de má absorção. É crucial para a síntese de DNA e mielinização neuronal. Sua importância clínica reside na ampla gama de manifestações, desde anemia macrocítica até graves disfunções neurológicas e psiquiátricas. O diagnóstico da deficiência de B12 é feito pela dosagem sérica de cobalamina, mas também pode ser auxiliado pela elevação de homocisteína e ácido metilmalônico. A suspeita deve surgir em pacientes com anemia macrocítica (VCM > 100 fL), sintomas neurológicos como parestesias, ataxia ou demência, e em grupos de risco. A anemia perniciosa, uma causa autoimune, é caracterizada pela presença de anticorpos anti-célula parietal ou anti-fator intrínseco. O tratamento consiste na reposição de vitamina B12, geralmente por via intramuscular inicialmente, seguida de manutenção oral ou injetável. O prognóstico é bom para a anemia, mas as manifestações neurológicas podem ser irreversíveis se o tratamento for tardio. É fundamental diferenciar da deficiência de folato, pois a reposição isolada de folato em deficiência de B12 pode mascarar a anemia e agravar os sintomas neurológicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas neurológicos da deficiência de vitamina B12?

Os sintomas neurológicos da deficiência de vitamina B12 incluem parestesias, neuropatia periférica, ataxia, perda de memória, demência e alterações psiquiátricas, podendo ser irreversíveis se não tratados.

Qual a diferença entre anemia por deficiência de B12 e folato?

Ambas causam anemia macrocítica megaloblástica, mas apenas a deficiência de B12 está associada a sintomas neurológicos. A deficiência de folato não afeta o sistema nervoso central.

O que é anemia perniciosa e como é diagnosticada?

A anemia perniciosa é uma causa autoimune de deficiência de B12, onde há destruição das células parietais gástricas, levando à ausência de fator intrínseco. O diagnóstico envolve dosagem de B12, pesquisa de anticorpos anti-célula parietal e anti-fator intrínseco.

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