HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel essencial para várias funções biológicas no corpo. Ela é importante para a visão, a saúde da pele e das mucosas, o funcionamento do sistema imunológico e a reprodução celular. A deficiência de vitamina A é definida pela presença de retinol sérico, sendo considerada grave, pela Organização Mundial da Saúde, quando os níveis estão abaixo de
Deficiência grave de Vitamina A (OMS) = Retinol sérico < 0,35 μmol/L, associada a alto risco de xeroftalmia e morbimortalidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a deficiência de vitamina A como grave quando os níveis de retinol sérico estão abaixo de 0,35 μmol/L. Este ponto de corte indica um problema de saúde pública significativo, com risco elevado de cegueira e outras complicações.
A vitamina A (retinol) é uma vitamina lipossolúvel crucial para a visão, função imune, crescimento e diferenciação celular. Sua deficiência é um problema de saúde pública em muitos países em desenvolvimento, sendo a principal causa de cegueira evitável em crianças e contribuindo para o aumento da morbimortalidade por infecções. A deficiência ocorre por ingestão inadequada de alimentos fonte (de origem animal ou precursores carotenoides de origem vegetal) ou por má absorção. O diagnóstico laboratorial é feito pela dosagem do retinol sérico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece pontos de corte para classificar a gravidade da deficiência em nível populacional, definindo a deficiência grave como níveis séricos de retinol < 0,35 μmol/L (ou < 10 µg/dL). Este valor indica um risco iminente de manifestações clínicas severas, como a xeroftalmia. O tratamento consiste na suplementação oral de altas doses de vitamina A para restaurar rapidamente os estoques corporais. A prevenção é a estratégia mais eficaz e envolve a fortificação de alimentos, suplementação periódica em grupos de risco (crianças e gestantes em áreas endêmicas) e o incentivo ao consumo de alimentos ricos em vitamina A e carotenoides.
Os sinais clássicos são oftalmológicos, conhecidos como xeroftalmia. Eles progridem de cegueira noturna (hemeralopia) para xeroftalmia conjuntival (conjuntiva seca), manchas de Bitot (placas espumosas na conjuntiva), xeroftalmia corneana e, finalmente, ceratomalácia (ulceração e necrose da córnea).
A conduta é a suplementação de altas doses de vitamina A (retinol), seguindo protocolos da OMS, geralmente com doses em dois dias consecutivos e uma terceira dose semanas depois. O objetivo é restaurar rapidamente os estoques hepáticos e prevenir a progressão das lesões oculares.
A cegueira noturna da hipovitaminose A é uma das primeiras manifestações e geralmente responde rapidamente à suplementação. Outras causas incluem retinose pigmentar, glaucoma e catarata, que são diagnosticadas por exame oftalmológico completo e não melhoram com a reposição de vitamina A.
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