UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Leia o caso clínico a seguir. Mulher, de 65 anos, assintomática, vem em consulta médica trazendo consigo resultado da densitometria óssea, conforme apresentada a seguir e de exames laboratoriais solicitados como avaliação de rotina.Nega comorbidades ou fraturas prévias. Nega uso de medicação contínua e faz atividade física regularmente. Relata consumir ao menos três copos de leite e duas fatias de queijo todos os dias. Exames laboratoriais: Ureia: 30 mg/dL (VR*: 16 - 40 mg/dL), Creatinina: 0,9 mg/dL (VR: 0,7 - 1,3 mg/dL), Cálcio sérico total: 8,9 mg/dL (VR: 8,5 - 10,2 mg/dL), 25-hidroxivitamina D: 18 ng/mL (VR: 30 - 60ng/mL).*VR: Valor referencial De acordo com o quadro clínico e análise da densitometria óssea, a melhor conduta terapêutica nesse caso seria:
Deficiência de Vitamina D (25-OHD < 20 ng/mL) → Suplementação de D3, mesmo com cálcio sérico normal.
A paciente apresenta deficiência de vitamina D (18 ng/mL), mesmo com ingestão adequada de cálcio e cálcio sérico normal. A suplementação de vitamina D é crucial para a saúde óssea e prevenção de osteoporose, especialmente em idosos, independentemente do cálcio sérico inicial, que pode ser mantido por mecanismos compensatórios.
A deficiência de vitamina D é uma condição comum, especialmente em idosos, e é um fator de risco significativo para osteoporose e fraturas. A vitamina D desempenha um papel crucial na homeostase do cálcio e do fosfato, sendo fundamental para a saúde óssea e muscular. Sua avaliação é parte da rotina de saúde óssea, principalmente em mulheres pós-menopausa e idosos. O diagnóstico de deficiência é feito pela dosagem de 25-hidroxivitamina D sérica. Níveis abaixo de 20 ng/mL indicam deficiência, enquanto entre 20 e 29 ng/mL indicam insuficiência. É importante notar que o cálcio sérico pode permanecer normal por um tempo devido a mecanismos compensatórios, como o aumento do paratormônio, que mobiliza cálcio dos ossos. O tratamento envolve a suplementação de vitamina D3, com doses de ataque para correção da deficiência e doses de manutenção. A dose e a duração dependem da gravidade da deficiência e das condições clínicas do paciente. A suplementação adequada é vital para otimizar a absorção de cálcio, reduzir o risco de fraturas e melhorar a força muscular, impactando positivamente a qualidade de vida e a prevenção de quedas.
Os níveis ideais de 25-hidroxivitamina D geralmente estão entre 30 e 60 ng/mL. Níveis abaixo de 20 ng/mL são considerados deficiência, e entre 20 e 29 ng/mL, insuficiência.
A conduta inicial para deficiência de vitamina D em idosos é a suplementação com vitamina D3. Doses de 50.000 UI uma vez por semana por 8 a 12 semanas são comuns para repor os estoques, seguidas por uma dose de manutenção diária.
A vitamina D é essencial para a absorção intestinal de cálcio e para a mineralização óssea. Mesmo com cálcio sérico normal, a deficiência de vitamina D pode levar a um hiperparatireoidismo secundário e comprometer a saúde óssea a longo prazo, aumentando o risco de osteoporose e fraturas.
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