SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Paciente IVM, feminina, de 67 anos de idade, com diagnóstico prévio de osteoporose, compareceu a uma consulta médica com exame que evidenciava concentrações séricas de 25(OH)D abaixo de 20 ng/mL. A partir desse caso hipotético, assinale a alternativa correta, considerando as Diretrizes Brasileiras para o Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose em Mulheres na Pós-Menopausa da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Osteoporose + Vit D < 20 ng/mL → Reposição: 50.000 UI/sem por 8 sem, depois 1.000-2.000 UI/dia, alvo > 30 ng/mL.
Em pacientes com osteoporose e deficiência de vitamina D (< 20 ng/mL), a reposição deve seguir um protocolo de dose de ataque e manutenção. A dose de ataque visa normalizar rapidamente os níveis, enquanto a manutenção busca manter os níveis séricos acima de 30 ng/mL, essencial para a saúde óssea e prevenção de quedas.
A osteoporose pós-menopausa é uma condição crônica que afeta milhões de mulheres, caracterizada pela perda de massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento do risco de fraturas. A vitamina D desempenha um papel crucial na homeostase do cálcio e do fósforo, sendo essencial para a mineralização óssea. A deficiência de vitamina D é comum nessa população e contribui para a progressão da osteoporose, aumentando o risco de fraturas e quedas. Portanto, a avaliação e correção dos níveis de vitamina D são componentes integrais do manejo da osteoporose. As Diretrizes Brasileiras para o Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose em Mulheres na Pós-Menopausa, da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), enfatizam a importância de avaliar as concentrações plasmáticas de 25(OH)D antes de iniciar o tratamento da osteoporose, especialmente em pacientes com deficiência. A deficiência é definida por níveis abaixo de 20 ng/mL, e a insuficiência entre 20 e 30 ng/mL. A reposição adequada de vitamina D é fundamental para otimizar a resposta aos tratamentos antiosteoporóticos, prevenir o hiperparatireoidismo secundário, melhorar a massa óssea e reduzir o risco de quedas, que são um fator de risco significativo para fraturas. O tratamento da deficiência de vitamina D geralmente segue um esquema de dose de ataque e manutenção. Para deficiência (< 20 ng/mL), recomenda-se 50.000 UI por semana durante oito semanas, com reavaliação posterior. A dose de manutenção, após a correção, é de 1.000-2.000 UI diárias, com o objetivo de manter os níveis séricos acima de 30 ng/mL. É importante ressaltar que tratamentos com doses excessivamente altas de vitamina D não são indicados e podem trazer riscos, como hipercalcemia. A monitorização regular dos níveis de 25(OH)D é essencial para ajustar a dose e garantir a eficácia e segurança do tratamento.
Para pacientes com osteoporose, as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia recomendam que os níveis séricos de 25(OH)D sejam mantidos acima de 30 ng/mL para otimizar a saúde óssea e reduzir o risco de quedas.
Em casos de deficiência grave (abaixo de 20 ng/mL), a reposição inicial geralmente envolve uma dose de ataque de 50.000 UI de vitamina D por semana, administrada por oito semanas, seguida de reavaliação dos níveis séricos.
Após a correção da deficiência e atingimento dos níveis desejados, a dose de manutenção recomendada é de 1.000 a 2.000 UI de vitamina D por dia, visando manter os níveis séricos acima de 30 ng/mL.
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