FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Queilose, glossite, ceratite, conjuntivite, fotofobia e dermatite seborreica são caracteristicas clínicas da deficiência de:
Queilose, glossite, ceratite, conjuntivite, fotofobia e dermatite seborreica → Deficiência de Riboflavina (Vitamina B2).
A riboflavina (Vitamina B2) é um componente essencial de coenzimas envolvidas em reações de oxirredução e metabolismo energético. Sua deficiência, conhecida como ariboflavinose, manifesta-se com uma tríade de sintomas mucocutâneos (queilose, glossite, dermatite seborreica), oculares (ceratite, conjuntivite, fotofobia) e neurológicos, devido ao seu papel crítico na integridade celular e no metabolismo.
A riboflavina, ou vitamina B2, é uma vitamina hidrossolúvel essencial para o metabolismo energético e para a função de diversas enzimas no corpo. Sua deficiência, conhecida como ariboflavinose, é mais comum em populações com desnutrição, alcoolismo crônico, ou em indivíduos com síndromes de má absorção. Embora rara em países desenvolvidos, ainda pode ser observada em grupos de risco. As manifestações clínicas da ariboflavinose são variadas e afetam principalmente a pele, mucosas e olhos. A queilose e a glossite são características marcantes, refletindo o papel da riboflavina na manutenção da integridade dos tecidos epiteliais. A dermatite seborreica, ceratite e fotofobia também são achados comuns, indicando o envolvimento de múltiplos sistemas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sinais e sintomas característicos, e pode ser confirmado por exames laboratoriais que medem a atividade da glutationa redutase eritrocitária, uma enzima dependente de FAD. O tratamento é simples e eficaz, consistindo na suplementação oral de riboflavina, levando a uma rápida resolução dos sintomas. A educação nutricional é importante para prevenir recorrências.
Os principais sinais incluem queilose (rachaduras nos cantos da boca), glossite (língua avermelhada e dolorosa), dermatite seborreica (especialmente na face e escroto), ceratite, conjuntivite e fotofobia. Neuropatia periférica e anemia também podem ocorrer.
A riboflavina é precursora das coenzimas FAD (flavina adenina dinucleotídeo) e FMN (flavina mononucleotídeo), que são essenciais para diversas reações metabólicas, incluindo o metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, e para a produção de energia.
O tratamento consiste na suplementação oral de riboflavina, geralmente em doses de 5 a 30 mg/dia, dependendo da gravidade da deficiência. A melhora dos sintomas mucocutâneos e oculares é geralmente rápida com a reposição adequada.
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