Deficiência de Leptina: Obesidade e Hipogonadismo na Infância

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023

Enunciado

Nas formas monogênicas de obesidade na infância, em um paciente com deficiência de leptina, encontra-se

Alternativas

  1. A) obesidade que irá se manifestar no final da adolescência e na vida adulta.
  2. B) hipogonadismo hipogonadotrófico.
  3. C) redução da densidade mineral óssea e atraso da idade óssea.
  4. D) alteração concomitante dos receptores das lipoproteínas.
  5. E) hipertireoidismo central e insuficiência adrenal.

Pérola Clínica

Deficiência de leptina → obesidade grave precoce + hiperfagia + hipogonadismo hipogonadotrófico.

Resumo-Chave

A deficiência congênita de leptina é uma causa rara de obesidade monogênica grave de início precoce. Além da obesidade e hiperfagia, a leptina é crucial para a função reprodutiva, e sua ausência leva a hipogonadismo hipogonadotrófico, afetando o desenvolvimento puberal e a fertilidade.

Contexto Educacional

A obesidade monogênica na infância, embora rara, oferece insights valiosos sobre a fisiopatologia da regulação do peso corporal. A deficiência congênita de leptina é um exemplo clássico, caracterizada por uma mutação no gene LEP, que resulta na ausência ou disfunção da leptina, um hormônio crucial produzido pelos adipócitos. A leptina atua no hipotálamo, sinalizando a saciedade e regulando o gasto energético. Sua ausência leva a uma hiperfagia incontrolável e obesidade mórbida de início muito precoce, geralmente nos primeiros meses de vida. Além do impacto na regulação do peso, a leptina também desempenha um papel vital na função reprodutiva e no desenvolvimento puberal. A deficiência de leptina resulta em hipogonadismo hipogonadotrófico, uma condição em que há falha na produção de hormônios sexuais devido à deficiência de gonadotrofinas (LH e FSH) secretadas pela hipófise, que por sua vez são reguladas pelo hipotálamo. Isso se manifesta clinicamente como atraso ou ausência de puberdade e infertilidade. Outras manifestações incluem disfunção imune e alterações metabólicas. O diagnóstico da deficiência de leptina é feito pela dosagem de leptina sérica e confirmação genética. O tratamento consiste na reposição de leptina recombinante humana (metreleptina), que pode reverter muitas das manifestações clínicas, incluindo a redução do peso, melhora da hiperfagia e normalização do eixo reprodutivo. O reconhecimento precoce dessas formas monogênicas de obesidade é fundamental para um manejo adequado e para evitar complicações a longo prazo.

Perguntas Frequentes

O que é a deficiência de leptina e como ela se manifesta na infância?

A deficiência de leptina é uma condição genética rara que causa obesidade grave de início precoce, hiperfagia extrema e disfunções endócrinas. As crianças afetadas apresentam apetite insaciável e ganho de peso rápido desde os primeiros meses de vida.

Qual a relação entre leptina e o sistema reprodutor?

A leptina desempenha um papel fundamental na regulação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A deficiência de leptina leva à falha na ativação desse eixo, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico, que se manifesta como atraso puberal ou ausência de puberdade.

Quais são as opções de tratamento para a deficiência de leptina?

O tratamento para a deficiência congênita de leptina envolve a reposição de leptina recombinante humana (metreleptina). Essa terapia pode levar à redução do peso corporal, melhora da hiperfagia e normalização das funções endócrinas, incluindo a função reprodutiva.

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