PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Em consulta ambulatorial o profissional de saúde atende NBC, 6 anos de idade, sexo feminino, com queixa de baixa estatura. Ao avaliar os parâmetros antropométrico nas curvas de crescimento (OMS, 2006-2007 - observa-se que o peso se encontra no Z-escore = 0 e a estatura no escore Z = - 1,92. O cálculo da velocidade de crescimento, a partir de dados de consultas anteriores, registradas no prontuário da paciente foi de 3 cm/ano. O exame físico não apresenta dismorfismos ou outras alterações e o desenvolvimento encontra-se normal para a idade. Qual é a hipótese diagnóstica para o caso apresentado?
Estatura < p3 + Velocidade de Crescimento ↓ (< 4cm/ano) → Investigar causas patológicas (GH).
Uma velocidade de crescimento baixa é o principal marcador de patologia, diferenciando causas orgânicas de variantes normais do crescimento.
A avaliação da baixa estatura exige uma abordagem sistemática, diferenciando variantes normais (Baixa Estatura Familiar e Atraso Constitucional) de condições patológicas. O caso clínico apresenta uma criança com escore Z de estatura de -1,92 (próximo ao limite de -2) e, crucialmente, uma velocidade de crescimento de apenas 3 cm/ano, o que é patológico para a faixa etária pré-puberal. A ausência de dismorfismos e o desenvolvimento normal, associados à queda na velocidade de crescimento, direcionam a investigação para causas endócrinas. A deficiência de GH pode ser isolada ou associada a outras deficiências hipofisárias. O tratamento precoce com GH recombinante é fundamental para otimizar a estatura final e prevenir complicações metabólicas.
A velocidade de crescimento (VC) é o parâmetro mais sensível para avaliar o crescimento. Uma criança pode ter estatura baixa, mas VC normal (como no Atraso Constitucional do Crescimento e Puberdade). Uma VC < 4 cm/ano em uma criança de 6 anos é altamente sugestiva de causas patológicas, como deficiência de GH, hipotireoidismo ou doenças sistêmicas crônicas.
Como a secreção de GH é pulsátil, uma dosagem aleatória não tem valor. O diagnóstico baseia-se na dosagem de IGF-1 e IGFBP-3 (que são estáveis) e na realização de testes de estímulo (com clonidina, insulina ou glucagon). A falha em elevar o GH acima de um ponto de corte (geralmente 7-10 ng/mL) em dois testes diferentes confirma a deficiência.
A Síndrome de Turner é uma causa importante de baixa estatura em meninas, mesmo sem dismorfismos evidentes (como pescoço alado). Embora a questão aponte para deficiência de GH pela VC muito baixa, o cariótipo deve ser considerado em qualquer menina com baixa estatura inexplicada para excluir monossomia do X.
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