PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Menino, com 13 anos e 9 meses de idade, consulta com queixa que é o menor entre os seus amigos. Não faz uso de medicação crônica. Mãe informa que com 12 anos e 3 meses de idade a estatura era de 157 cm. Pai com 181 cm (percentil 75) e mãe com 172 cm (percentil 90). Ao exame, paciente com 161 cm (percentil 50), 56 kg (percentil 75) IMC 22 (percentil 85), pubarca estágio 2 pela escala de Tanner e testículos com 2 ml pelo Orquidômetro de Prader Qual o diagnóstico do caso? Referência: Erick J. Richmond Padilla, Alan D Rogol, Crianças e adolescentes com baixa estatura: Abordagem diagnóstica, UpToDate, https://www.uptodate.com
Adolescente com baixa estatura relativa, velocidade de crescimento reduzida e atraso puberal (Tanner G2, testículos 2ml) → Deficiência de hormônio de crescimento (GH) = Investigar eixo GH-IGF1.
A avaliação da baixa estatura em adolescentes deve considerar a velocidade de crescimento, a estatura alvo familiar e o estágio puberal. Um adolescente com estatura no percentil 50, mas com velocidade de crescimento abaixo do esperado para a idade óssea e atraso puberal, especialmente com pais altos, deve levantar a suspeita de deficiência de hormônio de crescimento.
A avaliação da baixa estatura em adolescentes é um desafio diagnóstico que requer uma análise multifacetada. Não basta apenas observar o percentil atual da estatura; é fundamental considerar a velocidade de crescimento ao longo do tempo, o potencial genético de estatura (estatura alvo familiar) e o estágio de desenvolvimento puberal. Um adolescente que, apesar de estar em um percentil "normal" (como o P50), apresenta uma velocidade de crescimento abaixo do esperado para sua idade e um atraso no desenvolvimento puberal (Tanner G2, testículos de 2ml aos 13 anos e 9 meses), especialmente quando os pais são altos, deve levantar a suspeita de uma condição patológica. Nesse cenário, a deficiência de hormônio de crescimento (GH) é uma das principais hipóteses. O GH é essencial para o crescimento linear e o desenvolvimento puberal. A ausência de um "estirão de crescimento" puberal e a baixa velocidade de crescimento em relação ao potencial genético são sinais de alerta. A investigação deve incluir exames laboratoriais para avaliar o eixo GH-IGF1 e, se necessário, testes de estímulo de GH, além da determinação da idade óssea para avaliar o potencial de crescimento residual.
A velocidade de crescimento é calculada pela diferença de estatura em um período de 6 a 12 meses e comparada com as curvas de referência para a idade e estágio puberal.
A estatura alvo familiar ajuda a determinar o potencial genético de crescimento do indivíduo, auxiliando na diferenciação entre baixa estatura familiar e patológica.
O estágio puberal e o volume testicular são indicadores cruciais do desenvolvimento sexual e da progressão da puberdade, sendo fundamentais para diferenciar atraso constitucional de puberdade de outras causas de baixa estatura e atraso puberal.
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