Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
O encontro de níveis bastante elevados de 17-alfa-hidroxiprogesterona em uma mulher sugere:
17-alfa-hidroxiprogesterona ↑↑ → Deficiência de 21-hidroxilase (HAC).
A deficiência de 21-hidroxilase é a causa mais comum de hiperplasia adrenal congênita (HAC), um distúrbio autossômico recessivo da esteroidogênese adrenal. A deficiência dessa enzima impede a síntese de cortisol e aldosterona, levando ao acúmulo de precursores, como a 17-alfa-hidroxiprogesterona, e ao desvio da via para a produção de androgênios.
A deficiência de 21-hidroxilase é a causa mais comum de hiperplasia adrenal congênita (HAC), uma doença autossômica recessiva que afeta a síntese de hormônios esteroides no córtex adrenal. A enzima 21-hidroxilase é crucial para a produção de cortisol e aldosterona. Sua deficiência leva a uma redução na produção desses hormônios e, por um mecanismo de feedback negativo, ao aumento da secreção de ACTH pela hipófise. O aumento do ACTH estimula a adrenal a produzir mais precursores hormonais, que não podem ser convertidos em cortisol ou aldosterona devido ao bloqueio enzimático. Consequentemente, esses precursores são desviados para a via de síntese de androgênios, resultando em níveis elevados de androgênios adrenais e, caracteristicamente, de 17-alfa-hidroxiprogesterona (17-OHP). Em mulheres, a elevação dos androgênios pode causar virilização, que varia desde genitália ambígua ao nascimento (nas formas clássicas) até hirsutismo, acne e distúrbios menstruais na adolescência (nas formas não clássicas). A dosagem de 17-OHP é o principal teste diagnóstico, sendo realizada na triagem neonatal e em casos de suspeita clínica. Níveis muito elevados de 17-OHP são altamente sugestivos de deficiência de 21-hidroxilase, e o tratamento envolve a reposição de glicocorticoides e, se necessário, mineralocorticoides.
A deficiência da enzima 21-hidroxilase impede a conversão de 17-alfa-hidroxiprogesterona em 11-desoxicortisol e de progesterona em desoxicorticosterona. Isso resulta em deficiência de cortisol e aldosterona, com acúmulo de precursores e desvio para a via de síntese de androgênios.
Em mulheres, pode causar virilização (genitália ambígua ao nascimento, hirsutismo, acne, irregularidades menstruais na adolescência), e em formas graves, crise adrenal com perda de sal (hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia).
Níveis elevados de 17-alfa-hidroxiprogesterona são o principal marcador bioquímico da deficiência de 21-hidroxilase. É usado na triagem neonatal e no diagnóstico de casos suspeitos, sendo que níveis muito altos são diagnósticos.
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