Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta a alteração encontrada na deficiência de G6PD:
Deficiência de G6PD = alteração enzimática que causa estresse oxidativo e hemólise.
A deficiência de G6PD é uma alteração enzimática hereditária que afeta a via das pentoses fosfato nos eritrócitos. Essa deficiência compromete a produção de NADPH, essencial para proteger as hemácias do estresse oxidativo, levando à hemólise em presença de agentes oxidantes.
A deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) é a enzimopatia eritrocitária mais comum no mundo, afetando milhões de pessoas. É uma doença hereditária ligada ao cromossomo X, o que significa que afeta predominantemente homens, enquanto mulheres são geralmente portadoras assintomáticas ou apresentam manifestações mais leves devido à inativação aleatória do cromossomo X. A importância clínica reside na sua capacidade de causar anemia hemolítica aguda em resposta a agentes oxidantes. A fisiopatologia central da deficiência de G6PD reside na incapacidade dos eritrócitos de produzir NADPH em quantidade suficiente. O NADPH é um cofator vital para a glutationa redutase, que mantém a glutationa em sua forma reduzida. A glutationa reduzida, por sua vez, é essencial para neutralizar os radicais livres e proteger as células do estresse oxidativo. Quando há deficiência de G6PD, a exposição a agentes oxidantes (medicamentos, infecções, favismo) leva ao acúmulo de radicais livres, danificando a hemoglobina (formação de corpos de Heinz) e a membrana eritrocitária, resultando em hemólise. O diagnóstico é feito pela dosagem da atividade enzimática da G6PD. O tratamento é principalmente preventivo, evitando os gatilhos oxidantes. Em casos de crise hemolítica aguda, o manejo é de suporte, podendo incluir transfusões sanguíneas. É fundamental que pacientes e familiares sejam educados sobre os agentes a serem evitados para prevenir episódios de hemólise.
A glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é uma enzima crucial na via das pentoses fosfato, responsável pela produção de NADPH. O NADPH é essencial para a redução da glutationa, que por sua vez protege os eritrócitos contra o estresse oxidativo causado por radicais livres.
Na ausência de G6PD funcional, os eritrócitos não conseguem produzir NADPH suficiente para neutralizar o estresse oxidativo. Isso leva à oxidação da hemoglobina, formação de corpos de Heinz e dano à membrana celular, resultando em hemólise intravascular e extravascular.
Os gatilhos incluem certos medicamentos (sulfonamidas, antimaláricos como primaquina, aspirina em altas doses), alimentos (fava), infecções (hepatite, pneumonia) e outras condições que aumentam o estresse oxidativo. É crucial evitar esses agentes em pacientes com a deficiência.
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