CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Quando há necessidade do uso sistêmico do fármaco Dapsona (como ocorre em determinadas doenças da superfície ocular), qual exame laboratorial deve ser solicitado previamente, para avaliar o risco de hemólise durante o tratamento?
Dapsona sistêmica → Obrigatório dosar G6PD para evitar hemólise oxidativa grave.
A Dapsona é um fármaco oxidante utilizado em doenças oculares cicatriciais. Em pacientes com deficiência de G6PD, ela causa desnaturação da hemoglobina e destruição prematura das hemácias.
A deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) é a enzimopatia eritrocitária mais comum no mundo. Ela torna as hemácias suscetíveis ao estresse oxidativo provocado por infecções, certos alimentos (fava) e medicamentos como a Dapsona, sulfonamidas e antimaláricos. Na oftalmologia, o controle de doenças como o penfigoide cicatricial ocular exige imunossupressão sistêmica. A Dapsona é uma opção eficaz, mas seu perfil de segurança exige triagem rigorosa. A hemólise induzida por drogas nesses pacientes pode ser severa, levando a quadros de anemia aguda, icterícia e hemoglobinúria.
A Dapsona é um agente oxidante. A enzima G6PD é crucial para manter os níveis de NADPH, que protege a hemoglobina contra o estresse oxidativo. Sem G6PD suficiente, a oxidação causa a formação de corpos de Heinz e hemólise intravascular e extravascular.
A Dapsona é frequentemente utilizada no tratamento de doenças inflamatórias crônicas e cicatriciais da superfície ocular, como o penfigoide cicatricial ocular e a ceratoconjuntivite atópica grave, devido às suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras.
Além da G6PD prévia, o paciente deve realizar hemogramas periódicos para monitorar anemia e contagem de reticulócitos, além de dosagem de metemoglobina, já que a metemoglobinemia é um efeito colateral comum dose-dependente.
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