Deficiência de Ferro na IC: Diagnóstico e Manejo

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 58 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr de 32%) de etiologia isquêmica e doença renal crônica estágio 3b (ritmo de filtração glomerular estimado de 38 mL/min/1,73m²), procura atendimento ambulatorial queixando-se de piora progressiva da dispneia (atualmente em classe funcional NYHA III) e fadiga extrema nas últimas seis semanas. O paciente faz uso regular de sacubitril-valsartana, carvedilol, espironolactona e dapagliflozina em doses otimizadas. Ao exame físico, apresenta-se eupneico em repouso, com palidez cutâneo-mucosa discreta (2+/4+), pressão arterial de 115 x 75 mmHg e frequência cardíaca de 68 bpm. Ausculta cardíaca com B3 e sopro sistólico mitral leve. Ausculta pulmonar limpa e sem edemas periféricos. Os exames laboratoriais revelam: hemoglobina de 10,2 g/dL (referência: 13-17 g/dL), volume corpuscular médio (VCM) de 82 fL (referência: 80-100 fL), ferritina sérica de 85 ng/mL (referência: 30-400 ng/mL), saturação de transferrina de 16% (referência: 20-50%), creatinina de 1,8 mg/dL e proteína C reativa de 12 mg/L (referência: < 5 mg/L). Com base nos critérios diagnósticos atuais para este perfil de paciente, qual o diagnóstico e a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Anemia da doença renal crônica por deficiência de eritropoietina; iniciar terapia com alfaepoetina humana recombinante.
  2. B) Anemia da doença crônica; conduta expectante quanto à anemia e otimização clínica da insuficiência cardíaca.
  3. C) Anemia ferropriva absoluta; prescrição de sulfato ferroso por via oral associado à vitamina C.
  4. D) Deficiência de ferro absoluta no contexto de insuficiência cardíaca; prescrição de ferro endovenoso.

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