CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
Em pacientes com IC crônica e deficiência de ferro:
IC crônica + deficiência de ferro → Carboximaltose férrica IV = melhora sintomas, QoL e ↓ hospitalizações.
A deficiência de ferro é comum em pacientes com insuficiência cardíaca crônica e está associada a pior prognóstico. A reposição intravenosa de ferro, especialmente com carboximaltose férrica, demonstrou benefícios significativos na melhora dos sintomas, qualidade de vida e redução de hospitalizações, independentemente da presença de anemia.
A deficiência de ferro é uma comorbidade prevalente em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) crônica, afetando até 50% desses indivíduos, independentemente da presença de anemia. Sua importância clínica reside no impacto negativo sobre a capacidade funcional, qualidade de vida e prognóstico, aumentando o risco de hospitalizações e mortalidade. O reconhecimento e tratamento dessa condição são cruciais para otimizar o manejo da IC. Fisiopatologicamente, a deficiência de ferro na IC contribui para a disfunção mitocondrial e metabólica no músculo esquelético e miocárdio, exacerbando a fadiga e a intolerância ao exercício. O diagnóstico é feito pela dosagem de ferritina sérica (<100 ng/mL ou entre 100-299 ng/mL com saturação de transferrina <20%). A suspeita deve surgir em todo paciente com IC e sintomas persistentes, mesmo com tratamento otimizado. O tratamento com ferro intravenoso, como a carboximaltose férrica, é recomendado para pacientes com IC sintomática (FEVE ≤ 45% ou FEVE > 45%) e deficiência de ferro. Estudos como o FAIR-HF, CONFIRM-HF e AFFIRM-AHF demonstraram que a reposição melhora significativamente os sintomas, a capacidade funcional, a qualidade de vida e reduz as hospitalizações por IC, representando um pilar importante na terapia adjunta.
A deficiência de ferro na IC, mesmo sem anemia, está associada a piora dos sintomas, redução da capacidade funcional, diminuição da qualidade de vida e aumento do risco de hospitalizações e mortalidade.
A carboximaltose férrica intravenosa é indicada para pacientes com insuficiência cardíaca sintomática (FEVE ≤ 45% ou FEVE > 45%) e deficiência de ferro (ferritina <100 ng/mL ou entre 100-299 ng/mL com saturação de transferrina <20%).
A reposição de ferro intravenoso demonstrou melhora significativa dos sintomas, da capacidade funcional, da qualidade de vida e redução das hospitalizações por insuficiência cardíaca, conforme evidenciado em diversos estudos clínicos.
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