UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Com relação ao metabolismo do ferro na gestação é CORRETO afirmar:
Deficiência de ferro na gestação ↑ risco de parto pré-termo e abortamento.
A deficiência de ferro na gestação é uma condição séria que aumenta significativamente os riscos de desfechos adversos, como parto pré-termo e abortamento. A demanda por ferro é elevada durante a gravidez, e a suplementação é frequentemente necessária, especialmente em populações carenciais.
O metabolismo do ferro na gestação é um processo complexo e de grande importância, pois a demanda por ferro aumenta drasticamente para suprir as necessidades da mãe (expansão do volume sanguíneo, formação de hemácias) e do feto (crescimento e desenvolvimento, formação de reservas). A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia na gravidez, afetando uma parcela significativa das gestantes globalmente. A anemia ferropriva gestacional está associada a diversos desfechos adversos, tanto para a mãe quanto para o feto. Para a mãe, pode levar a fadiga, diminuição da capacidade de trabalho e maior risco de complicações no parto. Para o feto, a deficiência de ferro materna aumenta o risco de parto pré-termo, abortamento, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer, além de comprometer as reservas de ferro do recém-nascido, impactando seu desenvolvimento cognitivo e motor. Devido à alta demanda e à dificuldade de suprir o ferro apenas pela dieta, a suplementação de ferro é uma prática padrão no pré-natal, especialmente em regiões com alta prevalência de anemia. A dose e a duração da suplementação devem ser individualizadas, mas a recomendação geral para populações de risco é de 40 a 60 mg de ferro elementar por dia, via oral, durante toda a gestação.
A deficiência de ferro na gestação aumenta o risco de parto pré-termo, abortamento, restrição de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e anemia materna grave.
Não necessariamente. O feto tem prioridade na captação de ferro, e a anemia materna grave pode não se traduzir em anemia fetal, mas pode comprometer as reservas de ferro do recém-nascido.
Em populações carenciais ou com risco de deficiência, a suplementação profilática de 40 a 60 mg de ferro elementar por dia via oral é recomendada durante a gestação, conforme orientação médica.
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