PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Paciente com doença renal crônica por doença renal diabética, estágio G3bA2, apresenta deficiência de ferro. Essa deficiência, nesse paciente, pode ser explicada por:
DRC + deficiência de ferro → ↑ hepcidina = ↓ absorção e liberação de ferro.
A doença renal crônica (DRC) é um estado inflamatório crônico que leva ao aumento da produção de hepcidina. A hepcidina é um hormônio que regula o metabolismo do ferro, inibindo sua absorção intestinal e a liberação dos estoques pelos macrófagos, resultando em deficiência de ferro e anemia.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição de saúde pública global, frequentemente associada a comorbidades como o diabetes. A anemia é uma complicação quase universal da DRC, e a deficiência de ferro é um componente crucial de sua fisiopatologia, impactando significativamente a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes. A deficiência de ferro na DRC é complexa e multifatorial. Embora a perda sanguínea (gastrointestinal, coleta de exames, hemodiálise) e a diminuição da produção de eritropoetina contribuam para a anemia, um mecanismo central é a inflamação crônica inerente à DRC. Essa inflamação leva ao aumento da produção de hepcidina, um peptídeo hepático que atua como o principal regulador negativo do metabolismo do ferro. A hepcidina inibe a ferroportina, a única proteína exportadora de ferro, resultando na diminuição da absorção de ferro no intestino e na retenção de ferro nos macrófagos, tornando-o indisponível para a eritropoiese. O manejo da deficiência de ferro na DRC é essencial para o tratamento da anemia e frequentemente requer a administração de ferro intravenoso, pois a absorção oral é prejudicada pela hepcidina elevada. O monitoramento regular dos parâmetros de ferro é fundamental para otimizar a terapia e melhorar os resultados clínicos.
Na DRC, a inflamação crônica eleva os níveis de hepcidina, que bloqueia a ferroportina, impedindo a absorção de ferro no intestino e sua liberação dos macrófagos, levando à deficiência de ferro funcional.
A anemia na DRC é multifatorial, incluindo deficiência de eritropoetina, deficiência de ferro (funcional e absoluta), perda sanguínea (especialmente em diálise) e inflamação crônica, que atuam em conjunto.
O tratamento envolve a suplementação de ferro, preferencialmente intravenosa em muitos casos, para superar a resistência à absorção oral mediada pela hepcidina e repor os estoques de forma eficaz.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo